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terça-feira, 20 de outubro de 2009

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Pastora episcopal incita ao rompimento das práticas patriarcais

A reverenda Nely Miranda, da Igreja Episcopal da Guatemala disse, no 3. Congresso Ecumênico Nacional, Taxi Heathrow Airport que as mulheres devem “acolher a prática revolucionária de Jesus” e romper com a “eterna minoridade” a elas atribuída.

Mayra Rodríguez

Guatemala, terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Congresso tratou da justiça e equidade de gênero a partir da fé cristã e foi organizado pelo Conselho Ecumênico Cristão da Guatemala e a Pastoral de Mulheres do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI).

“É preciso inquirir sobre o que escutamos, refletir sobre tudo o que recebemos e desfazer paradigmas para refazer práticas que rompam com a cultura patriarcal”, afirmou Nely.

O encontro reuniu 45 participantes entre leigos e leigas, religiosos e religiosas das igrejas Episcopal, Católica e Presbiteriana, dia 10 outubro, no Seminário da Fraternidade Missionária de Maria, nesta capital.

Nely é uma das quatro mulheres que a Igreja Episcopal ordenou ao sacerdócio. Ela explicou que o termo gênero foi cunhado pelo pensamento feminista, que reflete um interesse comum com o pensamento cristão em relação à equidade, à igualdade de direitos e responsabilidades entre homens e mulheres.

“A prática e as propostas de Jesus foram revolucionárias para o seu tempo” destacou a Nely. Ela destacou que as mulheres são desafiadas por aqueles homens e mulheres que, no tempo de Jesus,  acolheram sua prática e suas propostas para romper com a cultura patriarcal.