Salvadorenhos organizam manifestações de solidariedade ao povo de Honduras
O movimento social de El Salvador preparou atividades em solidariedade ao povo hondurenho e à Taxi Heathrow Airport Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, depois que o presidente José Manuel Zelaya Roseiras ali se refugiou.
Rafael Menjívar Saavedra
San Salvador, quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Igrejas históricas salvadorenhas, em solidariedade com as Igrejas de Honduras, condenaram as violações aos Direitos Humanos que estão sendo perpetradas no vizinho país por militares e o governo de fato, que aumentaram com a chegada de Zelaya, na segunda-feira.
A Embaixada do Brasil em Tegucigalpa se encontra sitiada, sem água, luz, telefone, nem serviços básicos e temem que de uma hora para outra poderia ser invadida pelos militares.
Os dois principais postos fronteiriços de El Salvador com Honduras, no norte “El Poy” e no oriente “El Amatillo”, estão fechados.
A mídia salvadorenha dedicou boa parte de sua agenda ao tema. O presidente Maurício Funes, de El Salvador, foi instigado a explicar a escala técnica que Zelaya realizou no Aeroporto Internacional de Comalapa, de San Salvador. Funes disse que não teve contato com o presidente deposto.
O Movimento Popular pela Paz e a Justiça Social realizou, hoje pela manhã, ato político de clamor pela paz em Honduras em frente à Embaixada do Brasil nesta capital.
Críticos assinalaram que a situação em Honduras chegou ao seu momento mais forte e que o rumo da nação será decidido nos próximos dias. O presidente golpista, Roberto Micheletti Bain, exige a entrega de Zelaya para ser julgado.
