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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

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Cooperação ecumênica por paz e justiça na América Latina

“A cooperação entre o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Conselho Latino-Americano de Igrejas Taxi Heathrow Airport (CLAI) é fundamental para o trabalho pela paz e a justiça na América Latina”, afirmou o secretário-geral deste organismo, Nilton Giese, durante sua primeira sita à sede do CMI. A instalação de bases militares estadunidenses na Colômbia é um dos temas que requerem um enfoque comum, disse.

Dafne Sabanes

Genebra, terça-feira, 8 de setembro de 2009

Giese é pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil  e foi eleito secretário-geral do CLAI em fevereiro de 2009. Ele participou como observador da reunião do Comitê Central do CMI,  que esteve reunido em Genebra de 26 de agosto a 3 de setembro.

Para Giese, “a representação que a América Latina e o Caribe têm no CMI,mesmo pequena, ajuda a afiançar a cooperação e a compreender a situação e prioridades existentes em nossos países”.

De 6 a 11 de outubro próximos, representantes de igrejas membros das duas organizações discutirão na Colômbia como trabalhar pela paz na região e responder às múltiplas demandas dos povos latino-americanos pressionados pela violência, a repressão e a falta de segurança, fatores que afetam sua dignidade e o exercício pleno de seus direitos.

“Como igrejas devemos procurar o diálogo em situações de conflito, começando pelo diálogo entre as próprias igrejas”, assinalou Giese. Nesta oportunidade, “é fundamental que abramos canais de diálogo entre as igrejas dos países que se verão afetados pela instalação das bases militares estadunidenses na Colômbia", arrolou.

Dada a conflitividade que essa questão representa, é crucial que se estabeleça uma comunicação fluída entre as igrejas dos países mais afetados - Colômbia, Equador e Venezuela – “como uma maneira de afiançar as relações e atuar com uma visão conjunta pela paz e evitar polarizações”, propôs o secretário-geral do CLAI.

Giese valorizou positivamente a iniciativa Cartas Vivas do CMI, que nos últimos meses visitou igrejas, organizações ecumênicas e movimentos da sociedade civil na Colômbia, em dezembro de 2008, e a Honduras, emagosto passado.

Cartas Vivas são pequenas equipes que no marco da Década para a Superação da Violência, patrocinada pelo CMI, viajam a diferentes partes do mundo onde cristãos se esforçam em promover a paz no meio de situações de violência. O objetivo é expressar a solidariedade da comunidade ecumênica e aprender como eles enfrentam os desafios na região visitada.

“Em Honduras é fundamental escutar o sentir das igrejas diante da situação e facilitar processos de reconciliação, já que a polarização tocou também às comunidades de fé”, frisou Giese.

“As igrejas têm a vontade de recusar os discursos que dividem a sociedade e semeiam insegurança”, destacou o pastor luterano. “Devemos trabalhar estreitamente com os pastores e outros profissionais cristãos, para que nas situações de conflito os aportes que se façam a partir das igrejas e das pessoas de fé sejam construtivos e não destrutivos.”