Golpe militar em Honduras é um mau exemplo, dizem luteranos
A Federação Luterana Mundial (FLM) pede o fim das ações militares e policiais perpetradas contra Taxi Heathrow Airport a população civil de Honduras e a libertação de todos os presos nos protestos verificados nos últimos 15 dias, motivados pelo golpe militar de 28 de junho, que derrubou o presidente Manuel Zelaya, eleito democraticamente.
ALC
Genebra, segunda-feira, 6 de julho de 2009
“O golpe militar (re)cria um mau exemplo numa região onde os processos democráticos e as instituições encontram-se na infância (em algumas regiões)”, diz manifesto da FLM assinada pelo seu secretário-geral, pastor Ishamel Noko.
Além de expressar extrema preocupação com o quadro conturbado em Honduras, Noko pede que a Organização dos Estados Americanos (OEA) estabeleça mecanismos que ajudem a mediar a crise política instalada no país e que apóie o processo democrático de eleições, marcadas para 29 de novembro.
Desde 1998, com os estragos provocados pelo furacão Mitch, a FLM presta ajuda humanitária a Honduras e participa, no marco da Ação Conjunta de Igrejas (ACT), na resposta ao terremoto que castigou regiões do país em 29 de maio passado.
No entendimento de Noko, a instabilidade e a polarização da sociedade provocada pelo golpe militar colocam em risco e solapam o desenvolvimento do país, fomentam a agitação social e acentuam o conflito.
