Crescem conflitos agrários no Rio Grande do Sul, destaca a CPT
Na contramão da tendência nacional verificada em 2008, enquanto os números de conflitos agrários e Taxi Heathrow Airport de famílias despejadas ou expulsas, pessoas presas e agredidas diminuiu no Brasil, no Rio Grande do Sul esses índices aumentaram.
ALC
terça-feira, 5 de maio de 2009
É um reflexo no Estado de medidas do governo de Yeda Crusius, do Partido da Social Democracia, que, acusa a Comissão Pastoral da Terra (CPT), tem reprimido e oprimido de forma violenta trabalhadores rurais sem terra e militantes sociais em suas ações e manifestações.
O que mais provocou perplexidade, diz nota da CPT ao anunciar dados dos conflitos no campo no Brasil registrados no ano passado, foi a ação do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul, instituição “a quem cabe a defesa dos direitos individuais e coletivos”, mas de onde “partiu o ataque mais violento e virulento ao movimento do campo, em particular contra o Movimentos dos Sem-Terra (MST)”.
Comparado ao ano anterior, em 2008 o número de conflitos agrários no Rio Grande do Sul passou de 32 para 33; o número de famílias envolvidas nesses conflitos cresceu de 3,8 mil para 4,9 mil; o de famílias despejadas saltou de 940 para 1,9 mil; o número de pessoas agredidas pulou de 54 para 328, o mesmo que se verifica no caso de famílias expulsas, de 0 a 60, de pessoas presas, de 15 para 19, e de pessoas assassinadas, de 0 para duas.
O Pará é, contudo, o Estado da Federação que apresentou, em 2008, o maior número de conflitos no campo (245), com 46% dos casos, o maior número de assassinatos (de cinco, em 2007, pularam para 13 no ano passado), de ameaças de morte e de famílias expulsas (740) e despejadas (2.051).
Pará, Bahia, Rondônia e Rio Grande do Sul foram os Estados onde aumentou o número de pessoas assassinadas por questões agrárias em 2008 comparado a 2007. No Paraná, o número de pessoas presas, de um ano para outro, sofreu aumento de 200%!
Na análise do número de famílias expulsas, a CPT constatou que em três Estados do Nordeste - Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte – o aumento dos casos deve-se à retomada do monocultivo da cana de açúcar com incentivos fiscais.
A violência do poder público, tanto do Executivo quanto do Judiciário, cresceu em Estados onde avança a presença dos latifúndios empresariais monocultores de produtos de exportação: de cana e de madeira, no Mato Grosso do Sul; de madeira, no Espírito Santo; e de soja, no Piauí.
Para a CPT, que apresentou na terça-feira, 28 de abril, o relatório do conflito agrário brasileiro em 2008 durante a Assembléia dos Bispos do Brasil, reunida em Itaici, São Paulo, o agronegócio gera conseqüências sociais: a violência e a barbárie.
A política de reforma agrária do governo do Partido dos Trabalhadores, aponta a CPT, está marcada por dois princípios: não fazê-la nas áreas de domínio do agronegócio, e incentivá-la apenas nas áreas onde ela possa “ajudar” o agronegócio.
