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terça-feira, 10 de março de 2009

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Luta contra o racismo e a guerra começa com o Dia Internacional da Mulher

O domingo, 8, Dia Internacional da Mulher abre o calendário de lutas comuns dos movimentos Taxi Heathrow Airport sociais em 2009, em todo mundo. No espírito da Declaração da Assembléia de Mulheres, realizada no inicio do ano no Fórum Social Mundial de Belém, Brasil, as manifestações vão se dirigir contra o modelo de desenvolvimento capitalista, responsável pela crise que afeta o planeta, e que tem na opressão das mulheres uma de suas bases de sustentação.

Buenos Aires, sexta-feira, 6 de março de 2009

As manifestações também protestarão contra as respostas superficiais dadas até o momento para combater a crise, como a retirada de fundos públicos para salvar  bancos e grandes empresas, a tentativa de retirada de direitos trabalhistas, a redução de salários e os recortes do gasto público nas áreas sociais.

Mulheres afirmam que é urgente avançar na construção de alternativas socialistas ao modelo vigente, como a garantia da soberania alimentar e o desenvolvimento da produção agroecológica, a proteção do trabalho, o direito a uma renda digna e a garantia de investimentos públicos em saúde e educação.

O dia 8 de março também será um momento de defesa da paz e da soberania popular frente às guerras que mantêm e aprofundam a desigualdade no mundo, e de expressar solidariedade com todas as mulheres que vivem em regiões em conflito, como no Haiti, República Democrática do Congo e, especialmente, na Palestina.

Com a Marcha Mundial das Mulheres, o domingo inaugura um ano de trabalho intenso de construção da ação internacional que se realizará em 2010. As ações internacionais da Marcha são momentos de expressão da força coletiva das mulheres organizadas em associações, grupos, movimentos, com experiências, culturas políticas e etnias diferentes, mas com o desejo comum de superar o modelo injusto.

Em 2010, será celebrado o centenário da declaração do Dia Internacional das Mulheres, proposto em 1910 por Clara Zetkin, durante a II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague (Dinamarca).

Clara se inspirara no exemplo das socialistas estadunidenses, que já tinham um dia de luta com o intuito de resgatar a capacidade de organização autônoma das mulheres, sua intensa participação em manifestações e greves, e sua batalha pelo direito ao voto. Desde aquele ano, as manifestações das mulheres começaram a ter um caráter internacional, mas realizadas em datas diferentes nos diversos países.

O dia 8 de março foi assumido como data fixa do dia internacional das mulheres a partir de 1922, em homenagem às funcionárias russas que em 1917 tinham iniciado uma greve geral contra a fome, a guerra e o tzarismo. A ação foi uma iniciativa das trabalhadoras mais exploradas e oprimidas -as funcionárias têxteis- que se lançaram às ruas de Petrogrado sem apoio das direções, mobilizando ao redor de 90 mil pessoas.

E foi assim que no dia 8 de março (no calendário gregoriano; ou o dia 23 de fevereiro no calendário russo) as mulheres inauguraram a Revolução Russa.