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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

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Patriarca da Igreja Ortodoxa da Rússia falece aos 79 anos

O patriarca da Igreja Ortodoxa da Rússia, Alexis II, faleceu nesta manhã, aos 79 anos. Taxi Heathrow Airport O falecimento foi anunciado pelo porta-voz do Patriarcado de Moscou, Vladimir Vigilianski.

ALC

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Próximo do atual primeiro ministro e ex-presidente Vladimir Putin, Alexis II dirigia a maior Igreja ortodoxa russa, desde 1990. Restabeleceu, com o apoio do Kremlin, a influência da Igreja num país que por 70 anos vivera o ateísmo do regime soviético.

"A morte do Patriarca de Moscou e de toda a Rússia, Alexis II, é uma imensa dor e uma perda colossal para todo o país", declarou hoje o presidente da Rússia, Dmitri Medvédev.

Após exercer o apostolado à frente da Igreja Ortodoxa Russa durante mais de 18 anos, Alexis II faleceu nesta manhã, nas proximidades de Moscou, em decorrência de uma grave insuficiência cardíaca.

"Estou comovido”, disse à agência Interfax o último presidente soviético, Mikail Gorbachov. “Sentia um imenso respeito por ele", agregou.

Alexis II era uma figura respeitada na Rússia e muito presente na política e nos meios de comunicação. Durante sua gestão enfrentou momentos de tensão com a Igreja Católica, a quem acusava de atividades "proselitistas" na Rússia, quando negou-se a receber o papa João Paulo II.

Uma aproximação com ao Vaticano foi esboçada a partir da nomeação de Bento XVI. No entanto, em junho passado, Alexis II reiterou que o "proselitismo" católico representava um "problema" nas "terras tradicionalmente ortodoxas da Rússia e de outros países" da dissolvida União Soviética.

Há tempos circulavam em Moscou versões de que o líder religioso estava com a saúde debilitada, chegando a ser hospitalizado brevemente na Alemanha.

Segundo declarações do secretário do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Brian Farrel, a notícia do falecimento do patriarca da Rússia, Alexis II, gerou “surpresa e dor” no Vaticano.

O patriarca Alexis II guiou a Igreja num período de "grande transformação", disse Farrel, desempenhando essa tarefa "com grande sentido de responsabilidade e de amor à tradição russa", completou.