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sábado-feira, 6 de dezembro de 2008

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Rede apóia movimento pela auditoria da dívida externa

A Auditoria Cidadã da Dívida, integrada à Rede Jubileu Sul Brasil, contestou, de modo veemente, Taxi Heathrow Airport matéria publicada no jornal O Globo, na qual fica subjacente a idéia de que o governo do Equador realizou a auditoria de sua dívida pública com o objetivo de “dar o calote” no Brasil.

ALC

Rio de Janeiro, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

De autoria do jornalista José Casado, a matéria “Uma ameaça de 5 bilhões de dólares”, que saiu no domingo, 30 de novembro, acusa o governo brasileiro de emprestar mão-de-obra para ajudar o Equador “a preparar o calote” em dívida junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), avalizada pelo Tesouro Nacional.

O jornal, aponta a Rede Jubileu Brasil, “desconhece que a auditoria é um instrumento fiscal que legitima a contabilidade de todo agente econômico, inclusive o Estado” e que busca “garantir a transparência das negociações”. A auditoria da dívida externa está prevista na Constituição brasileira.

Na avaliação da Auditoria Cidadã, da Rede Jubileu e PACS – Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul, a realização de auditorias “ganha maior relevância justamente na atual conjuntura marcada pela grave crise financeira que nos obriga a questionar a absurda canalização de recursos públicos para o sistema financeiro internacional mediante o pagamento de dívidas ilegítimas não auditadas”.

A matéria de O Globo ataca as entidades que defendem a auditoria da dívida externa, pois entende que elas prejudicam o país. A Rede Jubileu, a Auditoria Cidadã e o PACS repudiam aquele entendimento, assinalando que elas buscam identificar “as causas das inaceitáveis injustiças sociais existentes em nosso país, denunciando que o principal responsável pelo desequilíbrio das nossas contas nacionais, nos últimos 40 anos, é o processo do endividamento público”.

A nota de repúdio ganhou o apoio do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI). O texto da Rede apóia auditorias do endividamento público, medida já anunciada pelo Paraguai, Bolívia e Venezuela.