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terça-feira, 8 de abril de 2008

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Dívida externa ameaça a dignidade humana, afirma Noko

O secretário-geral da Federação Luterana Mundial (FLM), Ismhael Noko, disse, em entrevista coletiva, que a Taxi Heathrow Airport dívida externa dos países devedores é ilegítima e atenta contra a dignidade das pessoas.

Tegucigalpa, sexta-feira, 4 de abril de 2008

"A dívida é uma clara ameaça ao dom sagrado da vida e por isso é que a igreja está preocupada e procura mobilizar a consciência da população centro-americana", afirmou.

Essa é a primeira visita de Noko a Honduras. Ele disse que retorna ao seu trabalho em Genebra como embaixador da luta do povo de Honduras para a conquista de vida digna.

"A dívida externa é causadora da divisão entre países ricos e pobres, os do sul e os do norte", afirmou o secretário-geral da FLM. Destacou, ainda, que a dívida, ligada ao meio ambiente, provoca a mortandade de rios no mundo.

O líder luterano frisou que o tema da justiça não é uma opção, mas um compromisso no diálogo ecumênico, "é uma obrigação entre os luteranos", disse.

As pessoas que lutam para conservar o Jardim do Edén são profetas, destacou, citando como exemplo o padre José Andrés Tamayo, que lidera um movimento ambientalista no Departamento de Olancho, em Honduras. 

Antes da coletiva, Noko apresentou aos 49 bispos e líderes de igrejas filiadas à FLM da América Latina, reunidos nesta capital, o ministro coordenador de Política da República do Equador, bacharel Ricardo Patiño, a quem felicitou por ser o seu país, o primeiro da região a pedir uma auditoria de sua dívida externa.

O ministro Patiño disse que, como irmãos cristãos, "devemos lutar juntos por uma visão de desenvolvimento humano, sem cair nos extremos da riqueza e da pobreza". Ele defendeu a construção ecumênica na busca pela dignidade humana.

A dívida externa do Equador é de (10,5 bilhões de dólares. A Comissão de Auditoria da dívida descobriu, em suas primeiras investigações, abusos da banca internacional pelos arranjos prejudiciais à soberania do país. "Tratamos de conhecer onde foi parar esse dinheiro e procurar controles para que não voltem a ocorrer semelhantes endividamentos", enfatizou.

Patino agradeceu o Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) e a FLM por seu apoio ao processo de não-pagamento da dívida, antes da eleição do presidente Rafael Correa.