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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Emílio Castro vê novas perspectivas no movimento ecumênico

Edelberto Behs, PORTO ALEGRE, Brasil, Fevereiro 22, 2006

 A explosão da juventude na IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e no Taxi Heathrow Airport Congresso Ecumênico de Teologia, num contexto multicolorido de expectativas e de sonhos, “pode ser um novo começo para o movimento ecumênico”.

A opinião é do pastor emérito metodista Emilio Castro, do Uruguai, ex-secretário geral do CMI de 1985 a 1992. Ele apresentou palestra sobre “Ecumenismo e Missão na América Latina” no Congresso Ecumênico de Teologia, reunido em São Leopoldo de 12 a 25 de fevereiro.

Ao ser indagado a respeito das resistências mútuas de históricos, pentecostais e neopentecostais ao diálogo, Castro foi tranqüilo e categórico: “Se o diálogo é de Deus, ele prosperará. A busca da unidade e do testemunho comum é de Deus”.

O fato de pentecostais e neopentecostais não contarem com uma estrutura centralizada que seja representativa até facilita o diálogo, na compreensão de Castro, porque possibilita o trabalho com líderes distintos.

“A realidade plural é uma grande chance para o movimento ecumênico, porque podemos ser o meio para os pentecostais se encontrarem entre si”, opinou. O CMI é um espaço importante, “porque ele nos convoca a uma atitude dialógica, para, no espírito de Jesus, aprender do outro”.

Segundo Castro, é preciso trazer os cristãos com diferenças entre si, conservadores e revolucionários, para chegarem juntos na dimensão dos desafios da realidade latino-americana. “O ecumenismo deve ser encarado como uma realidade de vida e não como um encontro acadêmico”, comparou o pastor metodista uruguaio.

Ao iniciar o histórico da trajetória da Igreja Católica, das igrejas históricas, das missões evangélicas e das igrejas pentecostais na América Latina, Castro fez um balanço e concluiu que o movimento ecumênico experimentou grandes avanços no continente.

No início da caminhada a desconfiança instalada na região quanto a essa proposta era enorme. “Ecumenismo era similar a comunismo, e quando se falava em ecumenismo as portas se fechavam. Passamos a falar então em trabalho interdenominacional”, relembrou Castro. Os laços de confiança foram sendo construídos ao longo dos anos, disse.

O Congresso Ecumênico é um evento paralelo à IX Assembléia do CMI e reúne mais de 100 estudantes de Teologia católicos romanos, batistas, luteranos, metodistas, anglicanos, presbiterianos, ortodoxos e pentecostais, procedentes da América Latina, Caribe, América do Norte, África, Ásia e Europa.