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Domingo, 11 de Novembro de 2007

Ecumenismo institucional deve ser repensado, afirmam líderes evangélicos

, PORTO ALEGRE, Brasil, Fevereiro 20, 2006

Enquanto o ecumenismo na América Latina caminha lento em nível institucional, o diálogo baseado em Taxi Heathrow Airport temas que preocupam amplos setores da sociedade é mais frutífero e viável, sublinharam líderes religiosos.

O reitor do Seminário Batista Internacional de Cali, Colômbia, Pablo Moreno, atribuiu o estancamento ao predomínio do catolicismo na América Latina e ao pouco interesse em ir além dos encontros protocolares, bem como à presença cada vez maior de grupos evangélicos resistentes a qualquer contato ecumênico.

Isso fez com que o diálogo ficasse restrito fundamentalmente às igrejas protestantes tradicionais e do pentecostalismo clássico, minoritárias na região agregou.

A América Latina tem entre 40 e 50 milhões de evangélicos, em sua grande maioria pertencentes a igrejas evangélicas independentes, pentecostais, neopentecostais e a grupos carismáticos. As 28 denominações membros do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) contam com uma membresia próxima dos cinco milhões.

O presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), bispo metodista Adriel de Souza Maia, reconheceu as limitações do ecumenismo institucional e identificou pontos comuns com outros setores de igrejas para uma maior cooperação.

Souza Maia admitiu que as igrejas históricas no Brasil estão sofrendo uma perda de membros, e por isso seus líderes preferem priorizar o trabalho para o seu interior, debilitando o compromisso ecumênico.

O religioso mencionou temas que convocam à convergência de igrejas de diferentes tradições, como a paz, a proteção do meio ambiente, a água, a luta contra a pobreza e o desemprego. "Essa é a agenda ecumênica e para lá nos dirige a ação do Espírito de Deus", frisou.

A bispa da Igreja Metodista Argentina, Nélida Ritchie, propôs a necessidade de se repensar o ecumenismo, "visto mais da perspectiva do movimento e não só do institucional".

"Tenho a sensação de que há muitas alternativas de novas formas de ecumenismo, que não estão necessariamente em sintonia com o ecumenismo institucional e que justamente são reclamados pelos jovens", assinalou.

A representante metodista se perguntou se o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) será flexível o suficiente para estar aberto a essas expressões ecumênicas. "É importante recuperar a voz profética, que às vezes esquecemos quando damos mais ênfase ao institucional", concluiu a líder metodista.