Africanos e latinos são os que mais buscam serviços de saúde
Susana Barrera, PORTO ALEGRE, Brasil, Fevereiro 17, 2006
Mais de seis pessoas, latino-americanas e africanas, são atendidas diariamente por um corpo de paramédicos Taxi Heathrow Airport instalados no campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC) para atender os participantes da IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
Num dos espaços mais visíveis da PUC estão estacionadas duas ambulâncias da Unidade Ecco-Salva, com seu respectivo corpo de paramédicos a postos.
"São pessoas que não estão acostumadas a esses eventos de massa, cansam-se muito e aparecem aqui com uma grande dose de estresse ou problemas de diabetes e hipertensão, e geralmente são latino-americanos", disse Adão Rodrigues, enfermeiro de uma das unidades de assistência.
"O europeu não vem consultar, a não ser que se machuque ou tenha algum tipo de acidente, mas não manifesta patologia crônica. Tivemos consultas de vários africanos com problemas de hipertensão ou hipotensão, dores de cabeça. A diferença de fuso horário faz com que muita gente venha para cá cansada", informou Rodrigues.
Quatro mil pessoas estão reunidas em Porto Alegre, Brasil, para participar da IX Assembléia Geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), de 14 a 23 de fevereiro. Durante esses dias a unidade médica permanecerá no campus para qualquer urgência.
A equipe de assistência é constituída por seis pessoas, incluindo um médico. Eles trabalham das 9h às 19h. Em caso de emergência médica o paciente é levado ao Hospital São Lucas, da PUC, que fica dentro do próprio campus.

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