A descentralização é genuinamente brasileira
, PORTO ALEGRE, Brasil, Novembro 30, 2005
Voluntariado, grupos de trabalho e mutirão são expressões que definem o modo descentralizado e participativo Taxi Heathrow Airport do brasileiro se organizar, no entender de Douglas Chial, coordenador da 9a Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). Para ele, o envolvimento de mais de 200 voluntários na preparação do evento é uma característica genuinamente nacional.
Em outras assembléias tivemos uma estrutura mais hierárquica”, considera. Impressionado com o envolvimento da equipe, ele só faz duas recomendações. A primeira delas é estabelecer uma visão comum e a segunda traduzir tantos sonhos em ações práticas, para evitar frustrações. Apesar dos riscos, garante: “Porto Alegre está sendo um sonho para mim”.
P – Qual a sua avaliação sobre a preparação da 9a Assembléia do CMI pela equipe de Porto Alegre?
R – A forma de organização, com muita gente envolvida, é uma resposta bem brasileira. Em outras culturas, um trabalho assim pode envolver menos pessoas porque há uma estrutura mais hierárquica. No Brasil existe esta mais característica participativa, mais descentralizada. Não estou dizendo que é melhor ou pior. Cada assembléia é sempre única porque cada cultura tem a sua própria maneira de ser. Por isso eu gosto do meu trabalho.
P – O senhor vê pontos soltos na organização?
R – A minha maior preocupação é saber quando, como e onde. Ou seja: se quando a assembléia acontecer, tudo vai estar funcionando. É preciso mais do que amarrar coisas juntas. É preciso fazer com que as coisas sejam esclarecidas. Para isso, é importante estabelecer uma visão comum, o que envolve um trabalho duro.
P- Como estabelecer esta visão comum?
R – Em primeiro lugar, fazer com que as pessoas se conheçam, troquem informações, dúvidas, pareceres. É preciso que todos se sintam confortáveis e esclarecidos. E também que saibam exatamente qual o seu papel, o que vão fazer na assembléia. As perguntas precisam ser respondidas com clareza.
P – E isso está acontecendo, no seu entender?
R – Sim. O secretário executivo (pastor Rui Benhard) está trabalhando com os voluntários e está feliz por ter tanta gente ajudando. Está funcionando como uma preparação espiritual, também. É como se fosse uma grande família.
P – Família tem muito afeto mas tem muita confusão, também
R – É verdade. Às vezes a gente se dá conta que não está sendo prático. Há um risco de que tudo acabe gerando frustração. Não é uma tarefa fácil lidar com tantos sonhos, tantas expectativas. A gente pede para as pessoas darem tudo e aí vem demais. É quase uma overdose de bondade.
P – O senhor está preocupado?
R – Não. Na verdade estou encantado. Porto Alegre é um sonho para mim.
P – Em que sentido?
R – O Centro de Convenções da PUC (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) por exemplo, oferece serviços muito profissionais, muita experiência em outros eventos internacionais, inclusive o Fórum Social Mundial. Tem também o Convention Bureau é uma empresa capacitada para receber os participantes. É uma cidade que entende de negócios internacionais, tem uma infra-estrutura que dá para contar. É muito bom não ter que se preocupar com isso.

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