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Segunda-feira, 31 de Maio de 2004

CLAI busca parceiros de caminhada

Edelberto Behs, PORTO ALEGRE, Brasil, Janeiro 31, 2003

O movimento social quer celebrar a presença da Igreja. Quem garante isso é o coordenador Taxi Heathrow Airport do Programa Fé, Economia e Sociedade do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), Angel Luis Rivera, que representou o organismo ecumênico continental no 3. Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

Na atualidade, destacou, nenhum organismo, nem o CLAI, nem o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pode trilhar sozinho o caminho do ecumenismo diante de toda dificuldade econômica que a Área de Livre Comércio para as Américas (ALCA) vai trazer à região.

"No CLAI temos um entendimento: se queres caminhar rápido, vá sozinho; se queres caminhar longe, caminhe acompanhado", relatou. Angel Luis também propõe que se substitua a linguagem de crise por uma linguagem de desafio e discernimento.

"Enquanto falarmos em desafios, haverá espaço e futuro para a esperança", explicou.

Ao fazer uma avaliação do instante ecumênico, Angel Luis considera que não se tem o melhor momento, "mas um modelo interessante" por causa do câmbio de modelo, arrolou. Ganha força um ecumenismo de pluralidade. "É preciso reconhecer que não somos os únicos a afirmar a unidade da Igreja", assinalou.

O ecumenismo dialogal, disse em entrevista à ALC, consegue abrir novos espaços, como o Fórum Social Mundial. Angel Luis enxerga um rosto da Igreja latino-americana mais pentecostal, destacando que em cada comunidade pobre da América Latina tem uma comunidade evangélica.

É muito significativo que o valor do reino de Deus desponte como utopia. "Uma utopia para caminhar, não para dizer que resolvemos tudo", disse.