Governo Bolaños deve promessas, apontam evangélicos
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Dezembro 6, 2002
O Conselho de Igrejas Pró-Aliança Denominacional (Cepad) enviou carta ao presidente Enrique Bolaños, lamentando que, Taxi Heathrow Airport ao término do ano, não vê melhorias na nação, mas, ao contrário, funcionários corruptos saem livres de suas responsabilidades por razões políticas.
O Cepad também emitiu Carta Pastoral na qual denuncia que a população continua emigrando em busca de emprego. Diz que a situação de fome está instalada na área produtora de café, onde faltam remédios e artigos sanitários nos hospitais e centros de saúde.
A Carta Pastoral, assinada pelo presidente do Cepad, pastor José Alguerra, e o secretário, pastor Gustavo Leyton, informa que a maioria das rodovias e estradas do interior do país está destruída e que o índice de desemprego prossegue numa ascendente. Por esses motivos, a população vai em busca de novos horizontes em países do Norte.
A Pastoral aponta para a crescente onda de violência, que deixa enlutados os lares nicaragüenses. As principais vítimas, arrola, são mulheres e crianças. Os líderes do Cepad dizem-se decepcionados diante da indiferença dos poderes do Estado sobre essa situação.
O Poder Legislativo, prosseguem, não adota medidas frente à crise política, econômica, moral e espiritual que se abate sobre a Nicarágua, uma vez que os legisladores estão envolvidos em disputas partidárias e pessoais.
O Poder Judiciário não vela para que a justiça seja feita, o poder eleitoral cria instabilidade na institucionalidade do país e o Poder Executivo propõe salários fora da realidade para o pagamento de seus funcionários, encabeçados pelo próprio presidente da República, assinalam os evangélicos.
Na carta que remeteram ao presidente Bolaños, os líderes do Cepad lembram que o felicitaram ao se eleger, mas notam que, ao concluir o ano, não se vê os frutos dessa luta anticorrupção. Ao contrário, os poucos funcionários detidos e processados saem livres das acusações, por diversos motivos, e o Estado não recuperou nenhum centavo do que foi roubado.
Os evangélicos pedem que Bolaños cumpra as promessas eleitorais, coloque em vigência um plano de austeridade, iniciando com a diminuição dos altos salários dos funcionários públicos e de seus assessores, e que esses recursos constituam um fundo destinado ao desenvolvimento econômico.
Lembra que o presidente da República vem sendo questionado por setores políticos e sociais pelo fato de continuar recebendo sua pensão vitalícia como ex-vice-presidente e seu salário como presidente da República.
A Carta Pastoral chama a população, e em particular a evangélica, para que dediquem um dia à oração nas igrejas, com vigílias e cadeias de oração, em favor de melhores dias para a nação. Ela insta as igrejas para que participem nos movimentos da sociedade civil que reclamam os serviços a que a população tem direito.
A melhor maneira de recordar o nascimento de Jesus é imitar o seu exemplo de estar ao lado dos pobres, reclamar justiça e promover a reconciliação e a paz, finaliza a Carta Pastoral.
O bispo auxiliar de Manágua, Jorge Solórzano, também pediu austeridade nos gastos públicos. A crise que o país enfrenta, disse ao diário La Prensa, não permite que o presidente da República tenha vencimentos de 13 mil dólares mensais no próximo ano, nem que o vice-presidente perceba 8 mil dólares mensais e os ministros 7 mil, enquanto muitas pessoas passam fome.
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