A parábola do bom samaritano (Versão dominicana)
Harold Segura C., SAN JOSÉ, Costa Rica
Paráfrase livre de Lucas 10.25-37
E nisto se apresentou um diácono, membro fundador de uma Taxi Heathrow Airport das igrejas evangélicas mais reconhecidas da capital, e lhe perguntou: Senhor, como posso estar certo da minha salvação?
Jesus lhe respondeu: O que é que diz o Novo Testamento? Acaso não o aprendeste nas primeiras lições do teu curso batismal?
O homem, que apreciava ser experto na Palavra e que em efeito podia recitá-la de memória, mencionou Efésios 2.8-9: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso não vem de vós, pois é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se vanglorie".
Respondeste bem – disse-lhe Jesus – embora incompleto. Acaso não aprendeste o versículo seguinte? Não leste o que diz: "Pois somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas.
Boas obras? – perguntou, admirado, o diácono.
Sim, disse Jesus. As boas obras são a expressão natural da nossa salvação. Elas confirmam nosso amor ao próximo e refletem a profundidade de nosso amor a Deus.
Senhor - disse o homem -, disseste o próximo. Mas como sei quem é meu próximo, a quem devo amar? Como sabê-lo em meio a tantas religiões e sabendo que existem centenas de igrejas cristãs e versões diferentes da fé?
Jesus lhe respondeu com uma história:
Numa determinada região vivia uma mulher que há vários meses descobriu que tinha aids. O desconcerto e a confusão não podiam ser piores. Às suas dores físicas somou-se a dor pela discriminação dos amigos, o menosprezo dos vizinhos e as prevenções dos irmãos da igreja evangélica, da qual participava.
- Em frente à sua casa passava, todas as quartas-feiras à tarde, o presidente do Conselho Regional de sua denominação, que viajava até outra cidade, onde pastoreava um novo campo de trabalho. Mas passava ao largo pela casa da Joana. Ele tinha certeza de que tinha sido o Antônio, seu marido, o culpado pela enfermidade. Assim é o pecado – dizia. Ora, quem mandou casar-se em jugo desigual e contrariar a lei de Javé? Bem que Paulo disse: "Porque o salário do pecado é a morte..." Isso pensava, enquanto acelerava sua moto e se perdia no meio da brisa da tarde.
- Também passava por ali o jovem diretor do grupo de louvor de sua igreja, que vinha da capital até o lugarejo para ajudar com a música numa igreja irmã. Esse também passava ao largo, enquanto cantava a primeira estrofe de seu hino preferido. Muitas vezes, ao passar por Joana, recordava o versículo de Romanos 1.32: "... os que praticam tais atos são passíveis de morte". Oxalá isso nunca venha a acontecer comigo. Que Deus me livre! – dizia o rapaz.
- Mas um homem, de aparência oriental, que manobrava o seu caminhão trazendo os frutos do campo para vendê-los no supermercado próximo, sabendo da situação da pobre Joana, parou para escutá-la. E fez isso várias vezes. Ofereceu-lhe apoio, ajudou-a com alguns reais para o seu tratamento e lhe deu ânimo para seguir vivendo em meio à dor. Numa ocasião, mudou o seu caminho de costume e levou Joana ao médico. Não deixou que pagasse um centavo. "Essa consulta sou eu quem pago" – disse, com o seu acentuado sotaque tailandês. O homem era de Bangkok e budista.
Ao terminar a história, Jesus perguntou ao crente:
Qual desses três pensas que demonstrou ser o próximo da mulher com aids? O diácono respondeu, tratando de dissimular a vergonha:
O tal do "chinês". Vai e fazes tu o mesmo, concluiu Jesus.
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Harold Segura. Visão Mundial. Escritório Regional para a América Latina e o Caribe.

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