Diaconia é a essência da Igreja, diz diretora de Pão para o Mundo
JOHANNESBURGO, Sudáfrica, Novembro 6, 2002
O serviço social da igreja (diaconia) deve ser a vanguarda da vida eclesial no mundo Taxi Heathrow Airport e a sua interação com a sociedade tem sempre duas dimensões, afirmou a diretora de Pão para o Mundo, Cornelia Fuellkrug Weitzel. Pão para o Mundo é a agência diacônica da igreja protestante da Alemanha.
A diretora de Pão para o Mundo explicou que o diaconato deve, por uma parte, estar totalmente envolvido no desenvolvimento dos problemas da sociedade. Por outro lado, ele é parte desse desenvolvimento e problemas, assim que o serviço social é por eles influenciados, muitas vezes antes que a Igreja perceba as mudanças na sociedade.
Fuellkrug falou para mais de 80 representantes de igrejas luteranas, agências de serviço e outras organizações vinculadas à Federação Luterana Mundial (FLM), reunidos nesta cidade sul-africana de 3 a 7 de novembro, na consulta denominada “Diaconia profética – para curar o mundo”.
O Departamento de Serviço Mundial da FLM, em colaboração com os departamentos de Missão e Desenvolvimento, e de Teologia e Estudos, organizou a consulta para analisar o serviço social da igreja em seus contextos nacional e internacional.
“Para curar o mundo” é o tema da X Assembléia da FLM, o grêmio decisório máximo do organismo ecumênico, e que se reúne a cada seis anos. A assembléia está agendada para Winnipeg, no Canadá, de 21 a 31 de julho do próximo ano. A FLM foi fundada em 1947. Ela congrega 136 igrejas, de 76 países, que contam com uma membresia de 61,7 milhões de pessoas nos cinco continentes.
A diretora de Pão para o Mundo frisou que o trabalho diaconal depende das estruturas governamentais e do grau de diferenciação e especialização do sistema social. Está submetido, portanto, à dinâmica da globalização neoliberal.
É importante anotar, disse, segundo o serviço de imprensa luterano, que todos os contextos, sejam locais, nacionais ou regionais, e inclusive as religiões, estão submetidos a estruturas econômicas e a dinâmicas similares. Os indivíduos, grupos étnicos e nações são afrontados sem piedade, competindo por recursos e mercados. Como conseqüência, as comunidades tradicionais experimentam a pressão da fragmentação e da concorrência.
O serviço determinou a vida de Jesus. Diaconia é a essência da igreja, frisou Fuellkrug. Por isso, as igrejas devem usar todos os seus instrumentos e potencial para atender as necessidades dos pobres e marginalizados. As necessidades dos pobres não podem ser resolvidas apenas com caridade, destacou.
A pobreza estrutural demanda métodos que ataquem as suas raízes e conseqüências. Fortalecer o pobre para que use sua própria capacidade é importante. Jesus ajudou os pobres, principalmente confiando na habilidade de se auto-ajudarem, enfatizou.
O trabalho diaconal não pode ser determinado pelos limites da igreja, grupos étnicos, ou gênero. Quanto à capacidade para atender as necessidades dos pobres, a diretora de Pão para o Mundo disse que a igreja precisa da contínua adaptação e mudança. O compromisso de afrontar a miséria humana é claro, mesmo que signifique às custas do sacrifício de princípios tradicionais, enfatizou.
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