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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Marcha de mulheres exige proteção a vítimas de abusos

Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Setembro 25, 2007

A Rede de Mulheres Contra a Violência marchou na quarta-feira, 19, até o Ministério da Taxi Heathrow Airport Família e o Ministério Público para pedir ao Estado proteção especial a meninas, meninos e mulheres vítimas de abusos sexuais e físicos, informou Fátima Millon.

Cada menina abusada vive um furacão na sua vida, que fica devastada depois da agressão, comentou Millon diante do despacho da ministra da Família, Rosa Adilia Vizcaya, que se recusou a receber a delegação de mulheres. Depois da marcha, as mulheres se dirigiram ao Ministério Público, onde foram recebidas pela promotora Ana Julia Guido, a quem expuseram a preocupação de que nos processos judiciais ocorram supostos atos de tráfico de influências e atraso de justiça, sobretudo quando se trata de mulheres pobres.

Nas últimas denúncias publicados nos jornais “La Imprensa” e “El Nuevo Diario” figura o caso de um pastor da Igreja Maranatta, de Bluefield, capital da região do Atlântico Sul. O pastor foi detido por violar uma menina de dez anos e denunciado pelos vizinhos. O pai da menina disse que se a promotoria não o condenar, ele fará justiça com as próprias mãos.

A mãe da menina abusada deixara as filhas nas mãos de dois irmãos e de uma cunhada, e foi trabalhar no Panamá. A vítima está sob o resguardo do Ministério da Família, que lhe oferece tratamento psicológico e que reunirá provas para acusar o pastor, também acusado de tentar abrir a porta de um banheiro onde outra menina tomava banho.

Na Nicarágua aumentaram os casos de abusos contra crianças e adolescentes. No Centro Quincho Barrilete são atendidos 250 meninos, sendo 70% vítimas de abusos. Calcula-se que anualmente ocorram mais de dois mil casos de abuso sexual, dos quais 68% ocorrem nos lares, sendo 9% dos agressores pessoas próximas às vítimas.