
Cresce número de vítimas do furacão Félix
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Setembro 6, 2007
Na medida que volta a calma nas comunidades do Atlântico norte, depois da passagem do Taxi Heathrow Airport furacão Félix pela região, começa a contagem de vítimas fatais provocadas pelo fenômeno natural. O pastor Frutos Padilla, da Igreja Morava, foi sepultado ontem, na comunidade de Dakura, ao norte de Porto Cabezas, uma das tantas localidades arrasadas e onde impera o pranto e a desolação.
Francisco Gutiérrez, da Ação Médica Cristã, disse que na comunidade de Sahsa foram encontradas sete pessoas mortas e oito feridas. Mas 90% das 303 famílias da localidade ficaram desamparadas ao ter suas casas destruídas.
Oficialmente, até hoje ao meio-dia o número de mortos chegava a 31 pessoas, mas depois se soube da aparição de 34 cadáveres boiando na zona de Cabo Obrigado a Deus.
As diferentes organizações civis, entre elas a Mesa Nacional de Gestão de Riscos e Ação Conjunta das Igrejas (ACT), contabilizavam mais de 51 mortos. Essa soma macabra cresce à medida que decorre o tempo.
O líder indígena e deputado, Brooklin Rivera, assegurou que na comunidade dos Cayos/ Misquitos há 40 mortos e não existe um dado exato sobre desaparecidos.
Uma deputada hondurenha disse que em águas de seu país apareceram boiando cadáveres de indígenas da etnia misquita, e que outros foram resgatados com vida, mas em estado lamentável. A Força Naval de Honduras prometeu cooperar com o exército da Nicarágua no resgate de cadáveres e desaparecidos.
A ajuda internacional já começou a chegar a Porto Cabezas, mas muitas famílias se queixam que não recebem os alimentos, enquanto na capital continua a arrecadação de ajuda solidária através da Rádio Cepad, das igrejas Batista e Morava, da Convenção Batista e da Universidade Evangélica Nicaragüense.
Jairo Arce, diretor do Centro Intereclesial de Estudos Teológicos e Sociais (Cieets), lançou um chamado às igrejas membros a contribuírem com os atingidos pelo Félix no Caribe norte.
A pastora Amalia Belt, da Igreja Morava em Porto Cabezas, informou que organizaram um comitê pastoral integrado por pastores, mulheres e jovens para oferecer seus serviços no empacotamento e a distribuição dos alimentos
Autoridades do Ministério de Educação confirmaram que cem mil alunos foram afetados com a destruição de grande parte de escolas da região. A ministra da Saúde, Maritza Kuan, está no lugar mais afetado pela tragédia, junto com uma brigada de cem médicos, que tentam evitar epidemias.

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