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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

América Latina diz não aos desaparecimentos

ADITAL, BUENOS AIRES, Argentina, Agosto 30, 2007

O Dia Internacional dos Desaparecidos, comemorado hoje, desenvolve atividades que contribuirão para a promoção da Taxi Heathrow Airport justiça e a construção de uma memória histórica que evite a repetição desta terrível violação aos direitos humanos. Na Argentina, após quase um ano do esaparecimento de Julio López, testemunha chave no julgamento a um repressor da ditadura militar que assolou o país nos anos 70 do século passado, os atos terão uma força especial.

Conhecidas por sua freqüência na Argentina, Chile e em outros países nos anos 70, os "desaparecimentos" são mais do que um mero "problema latino-americano". Centenas de milhares de pessoas "desapareceram" em países como o Iraque, o Sri Lanka e a antiga Iugoslávia.

No Uruguai, a memória pelos desaparecidos ocorreu na sede da Faculdade de Humanidades e Ciências da Educação, às 19 horas. Os organizadores da manifestação uruguaia, Mães e Familiares de Uruguaios Detidos-Desaparecidos e a Anistia Internacional, destacam que até hoje não sabe no país o destino das vítimas desaparecidas durante o período de ditadura militar.

No México, campanha pela reaparição com vida de Edmundo Reyes Amaya e Gabriel Alberto Cruz Sánchez, desaparecidos no dia 25 de maio deste ano, marca a data em Oaxaca.

O livro-documento "Direito à Memória e à Verdade" marca a celebração da data no Brasil. Foi lançado ontem pelo governo federal, mas seu conteúdo já foi divulgado na semana passada e apresenta detalhadamente as circunstâncias da morte dos 339 casos considerados pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos. No livro-documento, integrantes dos órgãos de repressão da ditadura militar (1964-1985) são acusados de decapitar, estuprar, torturar, ocultar cadáveres e executar os presos que se opunham ao regime então vigente.

No Chile, a data foi recordada com a exibição da exposição Rostos da História, organizado pelo Grupo de Familiares de Detentos-Desaparecidos.

Na Argentina, as manifestações do dia foram organizadas pelas Avós da Praça de Maio, pelos Familiares de Desaparecidos, Detentos por Razões Políticas e pelas Mães da Praça de Maio em diferentes atos. Às 19h30min, no teatro La Máscara, foi apresentada a peça "O oficial primeiro", com José María López e Elvira Onetto.

O Grupo de Familiares de Detentos-Desaparecidos e assassinados por razões políticas do Paraguai e a Comissão de Verdade e Justiça convocaram a sociedade a participar da homenagem aos mais de 500 desaparecidos e assassinados pela ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989). O tributo por todos aqueles que lutaram pela liberdade e por uma sociedade mais justa foi realizado no Museu da Memória, sob o tema “Ditadura e Direitos Humanos”.