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Sábado, 1 de Setembro de 2007

Dietrich Bonhoeffer
Dietrich Bonhoeffer

Televisão pública mostra vida e obra de Bonhoeffer

Leopoldo Cervantes-Ortiz, CIDADE DO MÉXICO, México, Agosto 23, 2007

Para todos que procuram pelas noites um remanso de bom cinema na televisão aberta mexicana Taxi Heathrow Airport ante a avalanche de produtos de minúscula categoria, o canal 11, do Instituto Politécnico Nacional, o dia 22 de agosto será inesquecível. O canal transmitiu o filme “Matem o Führer” (título original - Bonhoeffer, agente de graça, Alemanha-Canadá, 2000), do diretor Eric Till (Lutero, 2003), interpretado por Ulrich Tukur.

A trama da história, baseada na vida do teólogo luterano alemão Dietrich Bonhoeffer, narra, como foi apresentado pela emissora na sua página web, a trajetória de um ministro cristão-luterano que esteve envolvido nas ações perpetradas pela pouco conhecida resistência alemã que tentou matar Adolfo Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Ao ser capturado pela Gestapo, começará uma série de interrogatórios querendo tirar do religioso informações sobre a organização à qual estava integrada.

O filme descreve alguns dos acontecimentos significativos da vida de Bonhoeffer, que renunciou a ficar nos Estados Unidos, onde foi professor visitante do Seminário Union, de Nova York. O filme começa com a participação do pastor luterano alemão num culto de igreja negra dos Estados Unidos.

O perfil do personagem está muito bem retratado no filme, pois apresenta a forma como o pastor consegue superar suas dúvidas antes de participar no atentado contra Hitler. Seu argumento inicial a respeito da validez da eleição democrática do ditador mudará radicalmente ao inteirar-se de alguns crimes cometidos em nome da suposta superioridade ariana.

O filme também joga um olhar nos trabalhos marginais de Bonhoeffer à frente de um seminário constituído por setores de igrejas que se opuseram aos ditados do nazismo. Também aparecem os gostos musicais do teólogo. Ao final da história, antes de ser assassinado em abril, poucos dias antes do fim da guerra, é muito atraente como o diretor introduziu as idéias de Bonhoeffer a respeito da prática de um cristianismo “irreligioso”.

Tratou-se de um grande acontecimento artístico para os telespectadores mexicanos, que esperam, agora, a estréia em breve na televisão aberta do filme sobre Lutero, o reformador alemão.