Mulheres analisam tráfico e exploração sexual
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Agosto 23, 2007
Para combater o tráfico de pessoas é preciso enfrentar também a corrupção, sustentou a coordenadora Taxi Heathrow Airport regional de Save the Children (Salvem as Crianças), da Suécia, Ana Salvado, ao dissertar sobre a temática no VII Fórum de Mulheres de Partidos Políticos, realizado em Manágua no dia 21 de agosto.
Quando se fala de crime organizado fala-se de corrupção. Do mesmo modo ocorre quando se fala do tráfico de armas e do narcotráfico, que também está vinculado à corrupção e ao tráfico de pessoas, indicou a expositora. Ela lamentou que o Poder Judiciário represente outro problema a ser discutido. Salvado pediu que os Estados designem mais recursos para o combate do tráfico de pessoas.
O deputado pelo Parlamento Centro-Americano (Parlacen), Juan Francisco Reyes, propôs a criação de uma unidade jurídica para o combate do crime organizado. O parlamentar disse que o tráfico de pessoas é considerado o terceiro negócio mais lucrativo do mundo, ficando somente atrás do tráfico de armas e de drogas.
Ao abrir o evento, a ministra do Interior, Ana Maria Morales, disse que a Nicarágua é o país mais afetado pelo delito do tráfico de pessoas. Ela lamentou a falta de consciência de alguns juízes que permitem a rápida libertação dos autores de tais delitos.
A deputada nicaragüense do Parlacen, Xantis Suárez, disse que os códigos penais devem prever severos castigos para tais delitos. Ela pediu para terminar com os chamados "salões de massagens", que representam uma ante-sala para o tráfico de pessoas e a exploração sexual.
A presidenta da Comissão da Mulher, Juventude e Família do Parlacen, Albertina Urbina, assegurou que o tráfico de pessoas constitui uma ameaça para a região porque faz parte do crime organizado que movimenta milhões de dólares no mundo.
O fórum de Manágua reuniu cerca de 250 mulheres que discutiram, durante dois dias, sobre o tema do tráfico de pessoas e a exploração sexual e comercial.

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