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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Rev. Nélida Ritchie, bispa da IEMA [Foto: EEE]
Rev. Nélida Ritchie, bispa da IEMA [Foto: EEE]

IEMA compromete-se a construir sociedade mais justa

BUENOS AIRES, Argentina, Agosto 22, 2007

Ao término da XX Assembléia Geral, realizada no Colégio Ward, a oeste da Grande Buenos Taxi Heathrow Airport Aires, nos dias 17 a 20, a Igreja Evangélica Metodista Argentina (IEMA) emitiu mensagem ao país e às comunidades. O lema geral da Assembléia foi o texto do Salmo 90: “Seja a luz do Senhor, nosso Deus, sobre nós. Confirma, Senhor, a obra de nossas mãos”.

A carta engloba vários temas da realidade nacional. Referindo-se à economia nacional e ao trabalho, a missiva assinala: "Valorizamos os sinais de reativação econômica e recuperação produtiva nestes últimos anos. No entanto, seguimos vendo com preocupação que a diferença existente ente ricos e pobres se manteve e, em alguns casos, aumentou".

Um tema preocupante para a realidade nacional e latino-americana, assinala a IEMA, diz respeito à posse da terra pelo capital estrangeiro, "ameaçando as condições de existência de comunidades locais, especialmente dos povos originários. Essa situação é agravada pela crescente apropriação privado dos recursos hídricos e pelo aumento da produção sem reconhecer os limites no cuidado do ambiente e das pessoas, privilegiando as utilidades a curto prazo”, diz a carta, que celebra, contudo, o aumento da consciência social sobre esses problemas.

A IEMA critica o uso dos meios de comunicação de massa como forma de confundir e fragmentar a realidade, ao invés de oferecer uma compreensão geral dos fatos e como vivem as pessoas. "Dessa forma, temas como a segurança da propriedade privada são convertidos em uma agenda prioritária frente às reivindicações sociais justas e eqüitativas", afirma.

Como participante nos movimentos de Direitos Humanos, a IEMA expressa seu apreço pela mudança na administração da justiça, que gerou uma maior participação da sociedade na defesa dos direitos humanos. Afirma que foram obtidas importantes conquistas na resolução de temas pendentes, embora considere necessário avançar nos esforços para resolver situações que ainda continuam abertas e representam motivo de dor à sociedade.

A carta finaliza com o compromisso da IEMA de acompanhar, "com gestos e ações, toda iniciativa popular na luta por uma economia mais humanizada, que faça da distribuição eqüitativa do fruto da produtividade uma realidade cotidiana para todas e todos; com sua participação ativa, a toda ação que defenda o direito ao uso justo e responsável da terra e ao cuidado do ambiente que o Senhor encomendou à humanidade; com sua voz profética a todo processo de busca de justiça que acabe com a corrupção e a impunidade dos sistemas judiciais, políticos e econômicos".