Povos indígenas celebram seu dia com fórum e ritual
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Agosto 14, 2007
Em celebração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado no dia 9 de agosto, foi Taxi Heathrow Airport realizado no último final de semana, nesta capital, o primeiro fórum de convivências comunitárias dos Povos Indígenas do Pacifico e Atlântico da Nicarágua e da costa do Caribe.
Dois mil indígenas viajaram ao município de Boos Laguna para celebrar, pelo quarto ano consecutivo, o festival binacional do shkrutara, onde trocam experiências, analisam seus problemas e procuram soluções em conjunto, informou o governador do Atlântico Norte, Reynaldo Francis. Durante o encontro foram abordados temas da educação bilíngüe, HIV/ Aids, direitos das mulheres indígenas e reflorestamento.
O historiador indígena Avelino Cox explicou que o ShkruTara é um ritual celebrado pelo povo misquito e que consiste numa comunicação entre pessoas vivas e mortas de uma mesma família, onde o intermediário é um sukia ou curandeiro que serve como interlocutor das mensagens que se dão a conhecer em meio a cantos e danças tradicionais.
Segundo os organizadores, o objetivo do fórum foi promover a unidade de todos os povos indígenas da Nicarágua, respeitando as suas diferenças.
Na região persistem diferenças entre indígenas e não-indígenas em relação ao direito à educação em termos de acesso, qualidade e conquistas educativas. Uma análise das perspectivas de alcance do Objetivo do Milênio 2 revela que enquanto os países se encontram no caminho para atingir a educação primária universal, entre os indígenas será difícil alcançar este objetivo.
Na Guatemala, somente 41% dos jovens indígenas terminaram o primário, quando esse percentual sobre para 61% dos jovens não-indígenas. Em relação à situação das jovens fica evidente que às diferenças étnicas somam-se as de gênero. Somente 30% das indígenas na Guatemala terminam a educação primária, frente a 71% das não-indígenas.
Do total de 11 milhões de nascimentos anuais na região, dois milhões ficam sem registro. No Paraguai este índice chega a 36%, no Haiti 30%, na República Dominicana 25%, no Brasil 24%, na Nicarágua 19% e na Bolívia 18%.
Na Nicarágua, cerca de 100 mil crianças indígenas e mestiças da Região Autônoma do Atlântico Norte não tinham registro de nascimento até o ano de 2006.

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