Religiosos comentam discurso de Ortega
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Julho 30, 2007
O pastor da Igreja Centro Apostolar Cristão, Cesar Augusto Marenco, pediu que o presidente Daniel Taxi Heathrow Airport Ortega fortaleça a união e a democracia dentro dos parâmetros da Carta Magna, "porque a democracia é a alma de um povo. Se há democracia há vida, se há ditadura há morte, fome, dor e confusão", assegurou.
Marenco também exortou o mandatário a não dividir a sociedade porque o povo quer paz, justiça, trabalho, educação e estabilidade “para que venham mais investidores”. O que não deseja é a divisão, comentou o pastor ao analisar o discurso proferido por Ortega no dia 19 de julho, data do 28. aniversário da revolução, no qual conclamou à unidade latino-americana.
O pastor solicitou ao presidente da República que termine com os discursos antiimperialistas, "porque essa atitude localiza a Nicarágua como um país indesejado frente ao restante das nações centro-americanas que trabalham pelo bem-estar e pela unidade dos povos", afirmou.
Marenco também criticou os Conselhos de Participação Cidadã (CPC), que deveriam ser formados por “pessoas com pensamento democrático, porque assim trabalhariam pelo bem comum do país sem compromisso com políticas partidárias", enfatizou.
Sobre os CPC, o líder da igreja misquita pentecostal em Blufields, Atlântico Sul, Merando Jonhson, opinou que Ortega pretende se fixar no poder através desses conselhos partidários.
O bispo de Manágua, monsenhor Leopoldo Brenes, comentou o discurso de Daniel Ortega dizendo que é uma mensagem que está escrita na Bíblia, "porque a palavra de Deus diz que é necessário a unidade entre os povos".

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