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Quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Oscar Bolioli, presidente da Igreja Metodista de Uruguai [Foto: José Aurelio Paz]
Oscar Bolioli, presidente da Igreja Metodista de Uruguai [Foto: José Aurelio Paz]

Metodistas aprovam posição de Vázquez sobre desaparecidos

MONTEVIDÉU, Uruguay, Junho 27, 2007

A Igreja Metodista no Uruguai (IMU) enviou, no dia 16 de junho, carta ao presidente Taxi Heathrow Airport uruguaio Tabaré Vázquez, na qual manifesta satisfação pelas "palavras sobre a política do governo" em relação aos detentos desaparecidos durante a ditadura militar. O mandatário agradeceu o  conteúdo da carta.

"A partir da ética do Evangelho, somente a verdade e a justiça poderão oferecer a possibilidade de se chegar a uma reconciliação autêntica", diz a carta dos metodistas, que se sentem "animados porque este caminho continuará sendo percorrido”. Mas essa não é apenas tarefa do governo, “mas deve ser responsabilidade de todos", enfatizou Oscar Bolioli e José Luis Mochetti, presidente e vice-presidente da IMU.

Tabaré reafirmou aquilo que foi um dos princípios de sua política. "Dissemos: não há ponto final. Enquanto houver um homem sobre a terra terá história. Não há fim da história. Não existe a história oficial. Para nós não há fim da história”, frisou. Ele recorreu a Marc Bloch para destacar que “a história não é um antiquário que se olha a partir do passado; a história é uma ciência dos homens que se faz a partir do presente".

A nota do governo, divulgada na última sexta-feira e assinada pela secretaria do presidente, sublinha o conceito de responsabilidade conjunta ao expressar que "somente reunidos conseguiremos um país justo e solidário".