População clama por justiça frente à violência e abuso sexual
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Abril 17, 2007
Mulheres da Rede Contra a Violência divulgaram chamado urgente às autoridades da polícia e do Taxi Heathrow Airport governo para que detenham a onda de mortes e violações contra meninas e mulheres. Nos últimos quatro meses, 20 mulheres morreram e dezenas de meninas foram violentadas.
Três mulheres assassinadas, um homem semicarbonizado por motivos passionais e violações diárias fazem parte da onda de violência intrafamiliar que preocupa as igrejas evangélicas, Católica, autoridades do Ministério da Família e a Polícia Nacional.
Em Manágua, Sandra Martines, de 27 anos, mãe de três meninos, e Ana Valeria Palma, de 24 anos, foram assassinadas por seus maridos. A família de Sandra disse que encaminhou três denúncias por ameaças de morte contra Carlos José Castillo, mas não deram atenção. Castillo, depois de matar a companheira, enforcou-se.
Dayana de los Ángeles García Ideaquez sofreu aborto em decorrência das brutais agressões que sofria do companheiro, José Flores López, que, por negligência da polícia, está em liberdade.
Na quarta-feira da Semana Santa, Daniel Antonio Merlo Pérez, 29 anos, e sua mulher, Ada Íris López Rugama, do município de San Fernando, a 300 km ao norte de Manágua, brigaram por ciúmes. A polícia prendeu Rugama como principal suspeita do assassinato do marido, morto com três disparos depois de uma discussão.
Na segunda-feira, 9, em Chichagalpa, município a 190 km a oeste da capital, um grupo de mulheres marchou reivindicando justiça contra Jonatan Isaías Lara Cisneros, de 18 anos, acusado de violentar uma menina de dois anos no domingo de Páscoa. Cisneros é réu confesso.
"O mais lamentável é que a maioria dos autores permanece livre devido a negligência da promotoria e da polícia", denunciou a representante da Rede contra a Violência, Elizabeth Reyes, em coletiva de imprensa concedida no último dia 11 de abril.

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