
Dom Romero continua vivo na memória, 27 anos após seu martírio
Susana Barrera, SAN SALVADOR, El Salvador, Março 19, 2007
A população salvadorenha prepara reflexões, mesas redondas, depoimentos, danças, cartazes e celebrações para comemorar o Taxi Heathrow Airport vigésimo sétimo aniversário do martírio de monsenhor Oscar Arnulfo Romero.
Romero é o salvadorenho mais conhecido no mundo. A dedicação dele aos pobres, numa época de efervescência social e guerra, converteram-no em mártir. Romero, arcebispo católico romano, foi assassinado enquanto oficiava missa, na tarde de 24 de março de 1980.
El Salvador viveu uma guerra de 12 anos, entre 1980 e 1992 , que deixou um saldo de mais de 75 mil pessoas assassinadas e oito mil desaparecidas.
A perseguição da Igreja cristã antes e durante o conflito armado manifestou-se com o assassinato de centenas de catequistas, líderes protestantes, 28 sacerdotes católicos e o arcebispo Romero por parte dos "esquadrões da morte", grupos paramilitares de ultra-direita.
Como já é tradição, na semana prévia à comemoração fiéis de diferentes igrejas reúnem-se na cripta da Catedral Metropolitana, onde se encontram os restos de Romero. Nesse espaço, palestrantes dissertarão a respeito dos tópicos: "Monsenhor Romero, modelo de bispo e sacerdote", "Monsenhor Romero defensor da justiça", "Monsenhor Romero, amigo e defensor dos pobres".
Haverá também outras conferências como "Monsenhor Romero e seu seguimento a Jesus de Nazaré", a cargo da pastora Miriam Gaspar, da Federação Luterana Mundial, e "Monsenhor Romero anunciador da fé e professor da verdade".
No dia 24 de março, será realizada mesa redonda com clérigos e leigos sobre o tema "Discípulas e discípulos de Jesus, para que Nele nossos povos tenham vida", um dos tópicos da V Conferência Geral do Episcopado da América-Latina e do Caribe, que terá lugar em Aparecida do Norte, Brasil, em maio.
Nesse mesmo dia, à tarde, ocorrerá a peregrinação e via-crúcis por uma das principais ruas de San Salvador com destino à catedral. A jornada terminará com uma vigília.
Para os organizadores, a Fundação Monsenhor Romero e a Comunidade Monsenhor Romero da Cripta da Catedral, o bispo continua dando sua vida 27 anos depois do seu assassinato.

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