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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2002

Anglicanos opõem-se a qualquer ação militar dos EUA contra o Iraque

HONG KONG, China, Setembro 25, 2002

O Conselho Consultivo Anglicano, reunido nesta possessão britânica do sudeste da China, aprovou resolução opondo-se Taxi Heathrow Airport a qualquer ação militar unilateral dos Estados Unidos contra o Iraque. Outra resolução solidariza-se com a posição da Igreja Episcopal norte-americana, também contrária à ação bélica do governo Bush.

O Conselho reúne representantes dos bispos, clérigos e leigos das 38 províncias da Comunhão Anglicana mundial. Essas resoluções foram aprovadas por unanimidade. A primeira foi apresentada pelo bispo de Oxford, Richard Harries, e os representantes dos bispos da Igreja da Inglaterra.

A resolução expressa satisfação pelo retorno ao Iraque dos inspetores de armamentos das Nações Unidas, e pede que o governo iraquiano acate as resoluções da ONU. Destaca que, nessas circunstâncias, uma ação militar contra o Iraque não teria justificativa moral.

Qualquer sanção contra o Iraque, pedem os anglicanos, deve ficar na dependência do informe dos inspetores da ONU, exceto o embargo de materiais que possam ser usados para fabricar armas de destruição de massa.

A segunda resolução foi proposta pelo bispo de Ballarat, David Silk, e os representantes dos bispos da Igreja Anglicana da Austrália. O Conselho Consultivo afirma, na resolução, solidariedade com a posição assumida em junho passado pela Igreja Episcopal dos Estados Unidos. 

No documento, a Igreja Episcopal norte-americana adverte que uma guerra poderia desestabilizar todo o Oriente Médio, e que os Estados Unidos deveriam utilizar melhor suas energias para resolver o conflito entre Israel e Palestina, assim que Israel e seus vizinhos tenham segurança e paz, e a Palestina se converta num Estado.

Uma ação militar, alertam os anglicanos, inflamaria paixões de milhares de pessoas, de modo especial do mundo árabe, iniciando um ciclo de violência e vingança, além de deteriorar as frágeis relações dos Estados Unidos com outras nações.

Se os Estados Unidos agiram de outro modo, anota a Igreja Episcopal, teriam a oportunidade de assumir um papel dirigente no mundo, aplicando uma política exterior que tratasse de reconciliar as divisões existentes, refletisse seus valores e ideais, e enfocasse a atenção em temas como a pobreza, a intranqüilidade e o desespero, não apenas dentro do seu território, mas na economia global, da qual é parte.