
Pastor pede a atenção do mundo voltada para a Palestina
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Fevereiro 15, 2007
O reverendo Garth Hewitt, da Fundação Amós, da Inglaterra, pediu ao mundo, na sua passagem Taxi Heathrow Airport por Manágua, que não permita a destruição dos palestinos.Hewitt proferiu conferência na Primeira Igreja Batista de Manágua, na sexta-feira, 9, quando relatou impressões do sofrimento do povo palestino.
“É um tema de grande importância no mundo e, como cristãos, devemos dar-lhe atenção”, disse o reverendo. Ele visitou a Palestina em várias ocasiões. No Conflito do Oriente Médio, disse, esgrima-se a Bíblia com uma mão e na outra o revólver.
Mostrando um mapa de Israel e da Palestina, Hewitt explicou que o exército de Israel já domina 78% do território Palestino. "Isso poderia gerar uma potencial crise internacional porque o povo palestino é destruído a cada dia por um conflito de terras e não se escutam vozes de protesto no mundo. Um servidor público israelense até chegou a dizer que os palestinos são baratas", relatou Hewitt.
O tema não interessa as potências como Estados Unidos, Inglaterra e a União Européia, porque não procuram mecanismo para deter a violência em território palestino, quando ele está cada vez mais isolado e com menos território.
O Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU), que em 1947 cedeu o direito de 52% do território encravado no Oriente Médio para Israel, não controlou a invasão do exército israelense à Palestina, que constituía os 48% restantes.
"Os palestinos praticamente estão encerrados em sua própria terra pelo exército israelense, como em tempo coloniais", comentou. Citando o pastor bautista Alex Awad, Hewitt disse que o sionismo cristão está jogando mais lenha na tensão entre cristãos e muçulmanos depois do 11 de setembro do 2001.
Assistentes à conferência ficaram impactados com a informação de que a cidade de Belém está cercada por muro de até nove metros de altura.

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