Cristãos sofrem perseguição em diversos países
NOVA IORQUE, Estados Unidos, Setembro 24, 2002
Relatório da Aliança Evangélica Mundial, recentemente divulgado, informa que cristãos sofrem perseguição ou incorrem em Taxi Heathrow Airport situação de risco na Líbia, no Chade, no Paquistão, na Bielorússia e na China.
Na Líbia, 14 estudantes (12 mulheres e dois homens) da Universidade Nasser, da capital, Tripoli, foram acusados de se converter ao cristianismo, considerado um crime de acordo com a lei muçulmana. Não se conhece os nomes das estudantes nem as circunstâncias de como vieram a ser cristãs.
No Chade, uma república no centro da África, cristãos estão preocupados com as mudanças previstas na constituição do país, que poderá incorporar algumas partes da "sharia", a lei muçulmana. Isso significará que a influência muçulmana será ainda mais forte nas instituições e escolas do país.
No Paquistão, o serviço de segurança advertiu cristãos para que se previnam contra "possíveis ataques". Como o Paquistão colabora com os Estados Unidos na guerra ao terrorismo, a situação do país é muito instável. No dia 5 de agosto, investida contra escola cristã de Murree matou cinco pessoas. Outras cinco pessoas morreram e 26 ficaram feridas no ataque, quatro dias depois, contra uma sala de oração no Hospital Cristão de Taxila.
Se os Estados Unidos atacarem o Iraque, o risco para os cristãos, em minoria no país, será ainda maior. No Paquistão vivem cerca de 3 milhões de cristãos, a maioria muito pobre, vítimas de discriminação e humilhação.
Na Bielorússia está em debate uma nova lei sobre liberdade religiosa, que, se aprovada, classificará as igrejas pentecostais, batistas, adventistas e carismáticas como seitas. As reuniões nas casas serão ilegais e toda atividade religiosa terá que ser registrada. A decisão sobre o projeto de lei será tomada em dezembro.
Na China, o pastor Gong Shengliang, fundador da Igreja do Sul da China, e Li Ying, editor de revista cristã, estão presos, esperando sentença de morte.
Já o Prêmio da Liberdade Religiosa "Pro Fide 2002" foi entregue, no domingo, 22, ao Dr. Sture Nyjolm e sua mulher, Majvor Nyholm, da Finlândia, por seu trabalho humanitário no sul do Sudão. Durante anos, o casal trabalhou na região, em condições precárias, realizando cirurgias de olhos em centenas de pessoas que recuperaram a visão. Também capacitou enfermeiras.
O Sudão vive uma situação de guerra civil desde 1981 e pelo menos 2 milhões de pessoas morreram no conflito. O Prêmio Pro Fide (Pela Fé) é de 4 mil euros (cerca de 13 mil reais). Essa foi a 22ª edição do Prêmio, que também agraciou, entre outros, o bispo Paride Taban, do Sudão, o bispo Lazlo Tökes, da Rumênia, e Sabina Wurmbrandt, dos Estados Unidos.

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