Serviço Ecumênico pede mudar lógica de política migratória
Manuel Quintero, PARÍS, Francia, Fevereiro 9, 2007
O Serviço Ecumênico de Ajuda Mútua (CIMADE) pediu aos candidatos presidenciais franceses para “mudar a Taxi Heathrow Airport lógica” sobre imigração e apresentou, nesta terça-feira, 6, uma série de idéias cujo propósito é conseguir uma nova política migratória na França, informou aqui o jornal Le Monde.O secretário-geral do CIMADE, Laurent Giovannoni, disse que as políticas migratórias em vigor na Europa nos últimos 15 anos “minam os fundamentos mesmos de nossas sociedades democráticas”.
Na França, o assunto migração é um dos mais sensíveis no debate político e envolve os principais candidatos à presidência da República: Jean Marie Le Pen, presidente da Frente Nacional, identificado como de extrema direita; Nicolás Sarkozy, candidato pelo partido de centro-direita União por um Movimento Popular (UMP) ; e a socialista Ségolène Royal.
Le Pen, que nas eleições presidenciais de 2002 conseguiu um sucesso inesperado ao atingir 16,86% dos votos no primeiro turno, mantém sua postura contrária à imigração de pessoas que procedam de países não-europeus.
Sarkozy, ministro do Interior, foi o artífice das leis que endureceram as condições para conseguir as permissões de residência ou para o reagrupamento familiar dos imigrantes.
Fruto dessas políticas, a França registrou em 2005 uma queda do 2,57% em sua taxa de imigração, a primeira queda em mais de uma década.
A candidata socialista, por sua vez, reconheceu que “a imigração propõe em todos os países desenvolvidos questões difíceis, que devem ser abordadas sem demagogia”.
Em relação aos imigrantes carentes de status legal na França, Royal assinalou não ser favorável a uma regularização global —a solução adotada pelo governo socialista de Zapatero na Espanha—, senão a partir de certos critérios.
Segundo Giovannoni, chegou o momento de construir uma alternativa à política migratória vigente, para evitar que a Europa “se transforme numa república grega, com seus cidadãos, seus escravos e à distância seus bárbaros”.

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