Xochiquetzal quer melhorar qualidade de vida dos soropositivos
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Dezembro 1, 2006
A Fundação Xochiquetzal realizou, motivada pelo Dia Internacional de Luta contra a Aids, fórum com especialistas no tema, dias 29 e 30 de novembro, nesta capital, quando refletiram a respeito de ações do Estado e da sociedade para melhorar a qualidade de atenção em saúde às pessoas que convivem com o HIV/Aids.
A diretora da Fundação, Heizel Fonseca, conclamou os jornalistas a se aliarem nessa luta, para sensibilizar governo e sociedade, e evitar que o HIV continue seu rastro de propagação no país. O fórum propôs a realização de consulta para reformar a lei 238, promulgada há dez anos, que hoje tem muitos vazios quanto ao tema HIV/Adis.
O governo não provê nenhum rubrica orçamentária para o tratamento retroviral, que tem um custo de 2 mil dólares anuais e acrescenta uma média de vida de dez anos a uma pessoa que convive com o vírus, se essa pessoa se cuidar, explicou Fonseca.
A coordenadora do fórum, Dra. Gioconda Vasquez, informou que na Nicarágua morreram 610 pessoas desde que a doença foi detectada pela primeira vez no país, e registrados 2.200 casos de pessoas que convivem com o vírus, embora as estimativas falem de 18 mil pessoas.
É preocupante a situação da doença na Nicarágua, porque ela avança a cada dia, disse o Dr. Miguel Orozco, do Centro de Estudos e Investigação da Saúde (CEIS), que também participou do fórum.
Nas áreas fronteiriças o caso é mais dramático, atingindo crianças e adolescentes. Dados registram 74,1 casos por 100 mil no departamento de Chinandega, 37,7 em León, 85,7 em Manágua e 47,1 na costa norte do Caribe.
Os fatores que favorecem o incremento de casos de HIV/Aids são: pobreza, exclusão social, isolamento geográfico, início de vida sexual muito cedo, práticas sexuais de risco e debilidade do sistema de saúde.

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