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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

CEPAD respeita eqüidade de gênero e elege três mulheres

Trinidad Vásquez, MADRI, Nicaragua, Novembro 29, 2006

Pela primeira vez na história do Conselho de Igrejas Evangélicas Pró Aliança Denominacional (CEPAD), que no dia 27 de dezembro completa 35 anos, foram eleitas três pastoras e três pastores para integrar a diretoria da entidade, respeitando assim a eqüidade de gênero.

Em assembléia realizada ontem, a pastora da Igreja do Nazareno, Lilliam Reina, foi reeleita presidenta para um novo mandato. Como vice-presidente foi eleito o pastor batista Fabio Flores, e para a secretaria, Sandra Velásquez, pastora da Igreja Esposa do Cordeiro.

Como fiscal foi eleito o pastor batista Roberto Baltodano, e como vogais os pastores Fredy Solórzano, da Igreja Apostólica, e Tania Anderson, líder da pastoral da Igreja Morava. Reyna, disse que pedia a iluminação de Deus para que a instituição siga fortalecida em sua missão da proclamação do Evangelho e serviço de desenvolvimento social em 33 comunidades do país.

O pastor Fabio Flores, líder da igreja Batista Internacional, declarou que o grande desafio é consolidar o trabalho institucional e a própria assembléia, caracterizada por sua independência e voz profética frente à injustiça. 

Na assembléia foi anunciada a iniciativa de formar uma confederação de igrejas evangélicas integrada pelo CEPAD, o Conselho Intereclesial de Estudos Teológicos Sociais (CIEETS), a Universidade Evangélica Nicaragüense (UENIC), o Conselho Nacional de Pastores Evangélicos da Nicarágua (CNPEN), a Aliança Evangélica Nicaragüense e o Conselho de Igrejas Evangélicas.

O pastor Anastasio Esquivel informou que os evangélicos representam 30% da população total do país, que é de 5,5 milhões de habitantes. Ele assegurou que é hora da voz evangélica se fazer sentir, afiançando a unidade do CEPAD, que constituiu a raiz do nascimento de outras instituições como o Cieets, o CNPEN e a Aliança Evangélica.

O Dr. Gustavo Parajón, um dos oito pastores fundadores do CEPAD, comentou que desafortunadamente há na Nicarágua um grupo evangélico que recebe dinheiro do governo via orçamento, o que lhes impede de exercer seu ministério profético. O argumento desse grupo evangélico é que se o cardeal Obando y Bravo recebe fundos do governo, porque as igrejas evangélicas não o fariam, esquecendo-se da mística de serviço que proclamou Jesus Cristo sem esperar nada em troca.