![Carlos Ramos, sociologo y abogado ecuatoriano [Daniel Favaro]](/picture/Ramos_Carlos_ec9473.jpg)
Equatorianos escolhem presidente neste domingo
Edelberto Behs, QUITO, Ecuador, Novembro 22, 2006
Eleitores e eleitoras equatorianos acorrem às urnas no domingo, 26, para escolher, em segundo turno, Taxi Heathrow Airport o presidente da República dentre os candidatos Rafael Correa e Álvaro Noboa. O Equador, com uma população de 13 milhões de habitantes, tem 9,1 milhões de eleitores registrados.
No primeiro turno, realizado em 15 de outubro, 13 candidatos disputaram a presidência da República. Da disputa, saíram dois candidatos para o segundo turno: o multimilionário Álvaro Noboa, empresário do setor bananeiro, que concorre ao cargo pelo Partido Renovador Institucional Nacional (PRIAN), e o candidato Rafael Correa, que a mídia rotula de esquerdista, sem partido.
Noboa criou um partido para disputar a presidência da República e Correa concorre sem legenda, o que é permitido pela legislação eleitoral equatoriana. Ele tem o apoio, no entanto, da grande maioria dos movimentos sociais do país. Sua experiência política é mínima. Foi ministro da Economia no atual governo por um período de quatro meses apenas.
A ausência de candidatos de agremiações políticas consolidadas na disputa da presidência da República no segundo turno aponta para a crise dos partidos tradicionais do Equador. “Todos os partidos estão em crise”, analisa o assessor parlamentar, advogado e sociólogo Carlos Ramos em entrevista para a ALC.
Ramos explica a crise dos partidos pela ausência de novas lideranças, os mesmos velhos candidatos disputando cargos eletivos, a falta de capacitação de seus militantes, e as denúncias de corrupção envolvendo as agremiações políticas tradicionais.
Nas ruas, nos táxis, ninguém aposta na vitória avassaladora de um dos dois postulantes à presidência da República. O eleitor dá tímidos palpites de algum vencedor, de acordo com a sua própria preferência, ora destacando os feitos de Noboa, que faz uma campanha populista doando desde cadeiras de roda a pessoas portadoras de deficiência até computadores para escolas e créditos para pequenos comerciantes, ora apontando virtudes do economista Correa, que não contará, contudo, com maioria no Legislativo, se vencer as eleições.
No dia 15 de outubro eleitores e eleitoras equatorianos elegeram cinco parlamentares andinos, 100 deputados, 67 conselheiros provinciais, 674 vereadores e dez membros de juntas de paróquias, recém-criadas.
O PRIAN, de Noboa, elegeu a maior bancada no Congresso, que terá 30 dos 100 deputados. A segunda força parlamentar eleita é o Partido Sociedade Patriótica (PSP), outro partido sem grande expressão, com 25 deputados, alinhado com Noboa. Assim, se vencedor, o empresário candidato, uma das pessoas mais ricas do Equador, terá maioria no Congresso.
A própria mídia está dividida entre Correa e Noboa. A família Isaías, dona dos canais 2, 3, 10 e 12 de televisão, caminha com Noboa, que conta com as maiores emissoras do país. Mas Correa tem o apoio do canal 8, Eurovisa, uma emissora importante e de grande penetração, além de ter a simpatia de canais menores.

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