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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

Semana do Migrante promove legalização para pessoas sem documento

Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Setembro 8, 2006

Cerca de l 50 mil nicaragüenses migrantes sem documentos que vivem na Costa Rica estão tendo a oportunidade de legalizar sua situação no país de 2 a 12 de setembro, na Semana do Migrante, nesta capital e em San José, na Costa Rica, informou a coordenadora da rede Nicaragüense da sociedade civil, Marta Cranshaw.

A Semana do Migrante começou com oração de intercessão e prédica em igrejas evangélicas de San Carlos, Rio San Juan, Cardenas, na fronteira com a Costa Rica, em templos de igrejas membro do Conselho de Igrejas Evangélicas Pró Aliança Denominacional (CEPAD), e em missa na igreja Merced, em San José.

Cranshaw conclamou os familiares de migrantes e migrantes para que exijam dos partidos políticos e dos candidatos à presidência políticas públicas que contemplem o tema da migração com enfoque humano.

 “Na migração podemos ganhar e podemos perder. Na sociedade se ganha com as remessas, é certo, mas podemos estar perdendo na família, ao desintegrar-se. As crianças perdem qualidade em seus estudos por ficarem solitárias, ao amparo de uma tia ou avó”, disse Cranshaw.

Uma migração que preocupa, porque é negativa, é a que trata leva jovens meninas e até menores de idade para a Guatemala na promessa, enganosa, de emprego com bons salários, mas que acabam em centros noturnos como bailarinas e trabalhadoras do sexo. As que conseguem escapar desses centros são detidas à força, disse a funcionária da rede.

Em Honduras, revelou Cranshaw, também há milhares de nicaragüenses trabalhando. Ela disse, contudo, que esses trabalhadores enfrentam problemas migratórios menores, mas que a rede os assessora para que somente viajem devidamente documentados.

Na Semana do Migrante serão providenciadas certidões de nascimento, carteiras de identidade, passaportes e permissões de trabalho para migrantes expulsos de seus empregos nos países receptores.

 Cranshaw disse que os temas de reflexão na Semana do Migrante abordam as remessas como potencialidades no desenvolvimento da Nicarágua e a agenda eleitoral.

Na segunda-feira, 11 de setembro, a Universidade Centro-Americana promoverá palestra sobre o impacto das remessas. A delegada do Alto Comissionado das Nações Unidas para Atenção dos Refugiados (ACNUR) na Nicarágua, Blanca Fonseca, que apóia a Semana do Migrante, revelou que até o dia de hoje 24 pessoas sem documento foram atendidas, procedentes da Colômbia, Cuba, e de países da África.