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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2003

Linguagem inclusiva em culto ficou esquecida

GENEBRA, Suiza, Agosto 30, 2002

Na apresentação, quinta-feira, do relatório da Comissão Especial sobre a participação dos ortodoxos no Conselho Taxi Heathrow Airport Mundial de Igrejas (CMI), o tema da linguagem inclusiva, debatido em diversas ocasiões, em especial pelas mulheres, ficou totalmente esquecido.

Mesmo contra a opinião de líderes ortodoxos e evangélicos, grupos feministas cristãos dirigem-se a Deus, em encontros ecumênicos, utilizando a terminologia "Deus Pai" e "Deus Mãe".

O relatório final da Comissão Especial que analisou as relações dos ortodoxos no CMI, sublinha, ao referir-se às pressões sobre o culto, a importância da linguagem e diz que "não devemos evitar o uso da palavra Pai ao dirigir-nos a Deus, porque Jesus a utilizou".

O relatório recorre ao documento da Comissão Fé e Constituição "Confessar a fé comum", o qual assinala que a Igreja deve deixar claro que essa expressão não atribui masculinidade biológica a Deus.

"Deus abarca, planifica e transcende tudo o que conhecemos com relação às pessoas humanas, homens e mulheres, e as características humanas, sejam masculinas ou femininas. A linguagem cristã procede de todas as fontes da tradição bíblica, na qual também encontramos imagens femininas falando de Deus", diz o documento de Fé e Constituição.

As feministas argumentam que a Bíblia, em sua linguagem original, não atribui gênero a Deus e que emprega um termo que pode ser traduzido como feminino ou masculino. Elas atribuem a opção pela masculinidade à influência helenística dos primeiros teólogos.