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Falta de emprego, saúde e educação também é violação aos direitos humanos, diz pastor
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Julho 20, 2006
Os direitos humanos não são violadas somente prendendo alguém injustamente ou batendo em pessoas, mas Taxi Heathrow Airport também quando faltam emprego, saúde e educação, disse o pastor Gustavo Parajón ao retornar do México, onde recebeu o Prêmio de Direitos Humanos da Aliança Batista Mundial (ABM).
"Na Nicarágua vemos a deterioração desses direitos quando o pai não tem emprego para dar educação e desenvolver os dons que Deus deu aos seus filhos", declarou o pastor. Ele afirmou que o país vive como num "buraco profundo", onde a pobreza torna os serviços de saúde e educação inatingíveis.
Parajón disse que a distinção recebida prova que valeu a pena o trabalho das pessoas que apoiaram o Conselho de Igrejas Evangélicas Pró Aliança Denominacional (CEPAD) e o Projeto de Vacinação e Desenvolvimento Comunal (PROVADENIC), duas organizações fundadas por ele.
O prêmio da ABM é entregue a cada ano a pessoas em reconhecimento das atividades significativas que desenvolvem na proteção dos direitos humanos. Este ano, o prêmio foi entregue na reunião do Conselho Geral da ABM, realizada na Cidade do México, de 3 a 8 de julho.
O pastor Parajón, figura proeminente nos círculos evangélicos do país, é médico e um dos vice-presidentes da Aliança Batista Mundial. Ele recebeu várias distinções, entre elas a Medalha Sesquicentenária de Cidadão Notável de Manágua e o Prêmio Dahlberg pela Paz das Igrejas Batistas Americanas. Ele tem doutorado em Letras pela Universidade de Denison, Ohio.
Na década de 80 do século passado, durante a revolução sandinista, o CEPAD foi o mediador entre as igrejas evangélicas e o governo, então conduzido por Daniel Ortega, que nomeou Parajón como membro da Comissão Nacional de Reconciliação, junto com o cardeal Miguel Obando y Bravo, então arcebispo católico de Manágua.

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