![Expresidente Carter participa na campanha contra a tortura. [Foto: Manuel López]](/picture/Carter.jpg)
Religiosos pedem que uso da tortura seja proibido
NOVA IORQUE, Estados Unidos, Junho 14, 2006
Um grupo de líderes cristãos, judeus e muçulmanos dos Estados Unidos pediu ao governo deste Taxi Heathrow Airport país que proíba o uso da tortura "agora e sem exceções".
"A tortura viola a dignidade da pessoa humana e contradiz os valores mais apreciados da nossa nação", disseram 27 líderes em nota publicada no jornal New York Times. Entre os líderes aparecem o ex-presidente estadunidense Jimmy Carter, o presidente da Associação Nacional de Evangélicos, Ted Haggard, e o secretário geral do Conselho Nacional de Igrejas, Robert Edgar.
A nota está vinculada à "Campanha Nacional Religiosa contra a Tortura", que busca o término imediato do uso de agressões físicas e psicológicas, seja diretamente por forças estadunidenses ou através de terceiros, dentro ou fora do território nacional.
A iniciativa foi impulsionada em resposta a denúncias de violações aos direitos humanos nos centros de detenção norte-americanos no Iraque, Afeganistão e Guantánamo.
Preocupados, os líderes religiosos temem que o Pentágono não considere a Convenção de Genebra, que proíbe a tortura a prisioneiros, e que entenda que seus procedimentos de interrogação precisam ser flexíveis na luta contra o terrorismo.
Os líderes religiosos disseram que a tortura degrada todos os envolvidos, seja os que tomam as decisões políticas, os autores e as vítimas. "Qualquer política que permita a tortura e o tratamento desumano é vergonhosa e moralmente intolerável", afirmaram.
A declaração também leva a assinatura do Prêmio Nobel de Literatura Elie Wiesel, do arcebispo Demetrios, da Igreja Ortodoxa Grega; do cardeal Theodore McCarrick, arcebispo católico de Washington, e do diretor nacional da Sociedade Islâmica da América do Norte, Sayyid Syeed.

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