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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007

Partidos querem retirar da Constituição reconhecimento ao credo católico

LA PAZ, Bolivia, Junho 9, 2006

Partidos políticos e organismos da sociedade civil propuseram que a nova Constituição boliviana modifique o Taxi Heathrow Airport reconhecimento exclusivo do Estado à religião católica, um tema que vem sendo abordado pela Concertación Nacional (CN), majoritariamente evangélica.

"Um dos objetivos centrais é estabelecer a liberdade religiosa no país e eliminar os privilégios da Igreja Católica como religião oficial do Estado", declarou, ontem, o candidato da CN pela circunscrição eleitoral 8, Manuel Morales, ao diário La Razón.

A proposta de CN é que se passe de um Estado confessional a um Estado leigo, disse o pastor de Ekklesía, Alberto Salcedo. Ele assegurou que a demanda prioritária desse movimento se baseia na "luta pela vida, pela igualdade e pela dignidade do homem".

Concertación Nacional é formado em 90% por igrejas evangélicas, além de grupos de esquerda e de comunidades indígenas.

Soma-se àquela tese o Movimento ao Socialismo (MAS), o partido no governo, enquanto que na outra ponta o grupo "Podemos" (Poder Democrático e Social) considera que o texto constitucional deve manter sua redação atual. A Unidade Nacional (UN) faz sua a postura da Conferência Episcopal da Bolívia, que admite a liberdade religiosa, mas com um reconhecimento expresso à Igreja Católica.

Segundo La Razón, a Igreja Católica boliviana adiantou-se ao debate, pois em maio passado os bispos emitiram mensagem na qual qualificaram como oportuna a revisão do artigo 3 da Constituição, para que "se esclareçam as dúvidas e, muitas vezes, os preconceitos que certos setores da população manifestaram a propósito de sua atual redação".

O artigo 3 assinala que "o Estado reconhece e sustenta a religião Católica, Apostólica e Romana. Garante o exercício público de todo outro culto. As relações com esta Igreja se regerão mediante concordatas e acordos entre o Estado e a (Santa Sé)".

O secretário geral adjunto da Conferência Episcopal da Bolívia, Francisco Flores, disse que a posição da Igreja Católica é de ir "à liberdade religiosa ampla". Contudo, apontou, o país "deveria reconhecer a Igreja Católica e, talvez, outras religiões como parte da história da formação da Bolívia".

A proposta do MAS não contempla esse reconhecimento em seu projeto de Constituição. O primeiro candidato plurinominal do MAS em La Paz, Roberto Aguilar, declarou que para eles é central reivindicar o Estado leigo e a liberdade de culto.