Observatório adverte sobre indução do voto
CIDADE DO MÉXICO, México, Junho 9, 2006
O Observatório Eclesial chamou atenção para o perigo da hierarquia católica induzir o voto da Taxi Heathrow Airport população mexicana a determinados candidatos nas eleições do dia 2 de julho. O risco é maior neste processo por causa da aproximação da Igreja Católica ao Executivo Federal e à Casa Civil, argumentou o Observatório.
Integrado pelo Centro Antonio de Montesinos, Católicas pelo Direito de Decidir, Centro de Estudos Ecumênicos, Centro de Reflexão Teológica, Família Franciscana Internacional, Centro Nacional de Comunicação Social e Coletivo Alas, o Observatório Eclesial manifestou o risco de que "se rompa o tênue limite entre a orientação e a imposição" por parte de bispos, sacerdotes, religiosos e leigos católicos.
Segundo representantes do Observatório, "neste processo eleitoral uniram-se a desinformação, o crescente protagonismo político da hierarquia católica, o risco da indução do voto em nome da moral sexual e reprodutiva da doutrina oficial católica".
Os porta-vozes do Observatório assinalaram que a Conferência Episcopal Mexicana (CEM) está promovendo as oficinas "Participar e decidir o bem comum na justiça e na paz" sem monitoramento algum do Instituto Federal Eleitoral (IFE). Eles qualificaram as denúncias contra o bispo Onésimo Cepeda e a passagem dos candidatos à presidência da República na assembléia da CEM como indícios das intenções da hierarquia católica de incidir fortemente nessas eleições.
Anunciaram que no domingo, 11 de junho, serão distribuídos informativos em paróquias e capelas do país sobre a clara separação entre as instituições religiosas e estatais no terreno eleitoral, sobre as normas católicas e leis mexicanas relativas às responsabilidades e os limites da membresia e da hierarquia religiosa nas eleições.
Os porta-vozes do Observatório destacaram que esse informe pretende mostrar à comunidade católica que há documentos eclesiais nos quais se estabelece que a Igreja Católica não pode substituir o Estado. O documento também exorta os católicos a manterem sua independência (em relação) aos partidos políticos e suas ideologias.
A mensagem divulgada pelo Observatório também conterá as leis civis em matéria religiosa, que impedem os bispos, sacerdotes, religiosos e leigos de utilizarem sua autoridade eclesiástica para promover o voto favorável a algum partido político ou candidato, de fazer campanhas, induzir o voto e promover o abstencionismo.
O Observatório Eclesial faz um chamado para que denunciem aqueles bispos, sacerdotes, religiosas ou leigos que, aproveitando-se do seu cargo religioso, chamem a votar por algum partido político ou impeçam que se vote por algum candidato.

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