Congressista ameaça retirar apoio a Uribe
William Delgado, MANAGUA, Nicaragua, Maio 3, 2006
O congressista e pastor evangélico Luis Salas Moisés, do Partido Social de Unidade Nacional, o Taxi Heathrow Airport Partido de «la U» que apoia a reeleição do presidente Álvaro Uribe, ameaçou suspender o apoio ao governo se não revogar o decreto que taxa em 3,5% todas as congregações religiosas não-católicas do país.
Salas Moisés disse que seu apoio à campanha política de Uribe estará "na corda bamba", caso não corrigir o decreto, que, segundo ele, "vai contra a liberdade religiosa e de cultos".
O representante evangélico, que teve a segunda maior votação do partido da U, disse que os cristãos "não estão dispostos a pagar imposto sobre o dízimo", depois de conhecer o conteúdo do decreto 886, expedido pelo Ministério da Fazenda.
A medida obriga todas as congregações religiosas, exceto a Igreja Católica, a pagar tributo de 3.5% sob a modalidade de retenção na fonte e a título de Imposto de Renda, aplicável aos pagamentos ou abonos por conta de emolumentos eclesiásticos.
Salas Moisés argumentou que todo colombiano, independente do credo religioso que professe, é livre para contribuir, seja com doações, dízimo, ofertas ou primícias para a manutenção da sua congregação religiosa.
O pastor explicou que a Corte Constitucional manifestou-se nesse sentido em relação à Igreja Católica e, portanto, deve ser extensiva aos demais cultos que desenvolvem trabalho evangelizador.
Ele frisou que a decisão do governo é uma perseguição política contra as igrejas não-católicas, argumentando que os credos e cultos religiosos não perseguem fins comerciais nem lucrativos.
O pastor Salas apresentou, no fim de semana passado, demanda perante o Conselho de Estado e confirmou que prepara projeto de lei que recolha todo o direito eclesiástico que existe hoje, mas que não foi regulamentado, para acabar com os abusos cometidos contra as diferentes igrejas não- católicas do país.

Portada
Início
Comenta este artigo