Parajón receberá prêmio de Direitos Humanos da Aliança Batista
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Maio 3, 2006
O fundador do Conselho de Igrejas Evangélicas Pró Aliança Denominacional (Cepad) e um dos mais Taxi Heathrow Airport influentes líderes evangélicos da Nicarágua, Gustavo Parajón, receberá, em julho, o Prêmio de Direito Humanos 2006 outorgado pela Aliança Batista Mundial (ABM).
A outorga é um reconhecimento ao envolvimento de Parajón em favor da paz e da reconciliação na Nicarágua, além do intenso trabalho pastoral e social que ele desenvolve no país há mais de 40 anos. A ABM reúne 214 convenções e associações batistas, com mais de 34 milhões de fiéis no mundo.
O secretário geral da ABM, Denton Lotz, anunciou que a partir de 2006 o Conselho Geral da Aliança decidiu conceder o prêmio anualmente, para reconhecer aqueles batistas que lutam pela liberdade e justiça no mundo.
Dentre os condecorados nos últimos anos estão o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, e a missionária norte-americana, Lauran Bethell. A entrega do prêmio deste ano ocorrerá na reunião anual do Conselho da ABM, agendada para o México, dias 3 e 8 de julho.
Entrevistado pela ALC, Gustavo Parajón, 70 anos, agradeceu à ABM pela distinção e disse que compartilha o prêmio com o povo da Nicarágua e com os comitês de pastores do Cepad. "O trabalho no campo dos direitos humanos foi possível pelas igrejas, pastores e líderes comunitários que apoiaram as comissões de paz", afirmou.
Médico de profissão e pastor da Primeira Igreja Batista da Manágua, Parajón é um dos 16 vice-presidentes da ABM. Além de fundar o CEPAD, após o terremoto de 1972 que destruiu Manágua, Parajón foi um firme impulsor do Projeto de Vacinação e Desenvolvimento Comunal da Nicarágua (Provadenic), organismo que trabalha na área de atenção primária à saúde.
Na década de 80 do século passado, o pastor batista foi nomeado pela presidência da República para a Comissão Nacional de Reconciliação, junto com o cardeal Miguel Obando y Bravo, ex-arcebispo católico de Manágua. Parajón fundou a Comissão de Paz em Nueva Guinea, cidade situada a 300 km ao sudeste da capital, palco da guerra entre o Exército e a resistência anti-sandinista nos anos 80.
A distinção a Parajón é um orgulho para o povo evangélico da Nicarágua e, de modo especial, para os batistas, disseram líderes de igrejas.

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