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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2003

Inicia na segunda-feira, 26, a reunião do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Genebra. [CMI]
Inicia na segunda-feira, 26, a reunião do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Genebra. [CMI]

Comitê Central do CMI inicia reunião na segunda e lembra aniversário

GENEBRA, Suiza, Agosto 22, 2002

Inicia na segunda-feira, 26, a reunião do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Taxi Heathrow Airport em Genebra, que cumprirá, até o final dos trabalhos, no dia 3 de setembro, uma extensa agenda.

O Comitê decidirá o local para a próxima assembléia geral do organismo ecumênico, deliberará sobre Fé e Constituição, analisará relatórios da situação na Ásia e no Oriente Médio, e mergulhará em estudo a respeito do racismo.

Quatro cidades, entre elas Porto Alegre, no Brasil, disputam a sede da X Assembléia do CMI, prevista para 2006. As outras concorrentes são Glasgow, na Escócia; Seul, na Coréia do Sul; e a ilha de Creta.

O Comitê Central do CMI é constituído por representantes das mais de 300 igrejas membros do organismo ecumênico internacional. Ele é o órgão decisório máximo entre as assembléias, e reúne-se a cada 12 a 18 meses. Cabe-lhe examinar e supervisionar a execução dos programas do CMI, aprovar o orçamento da instituição e concretizar as decisões tomadas nas assembléias, que são convocadas a cada seis a oito anos.

No domingo, 25, Lausane, será palco das festividades dos 75 anos da Primeira Conferência Mundial sobre Fé e Constituição, realizada nesta cidade suíça em agosto de 1927.

O moderador do Comitê Central, Aram I, Católicos da Igreja Ortodoxa da Cilícia, abrirá os trabalhos, na segunda, 26, com a leitura de seu relatório. Logo depois será a vez do secretário geral do organismo, pastor Konrad Raiser, apresentar o seu informe.

Um dos temas que o Comitê Central vai analisar na reunião da próxima semana são as conclusões da comissão criada na VIII Assembléia do CMI em Harare, Zimbabwe, em 1998, que recebeu a incumbência de analisar mudanças na estrutura e sistema de tomada de decisões no organismo, acatando reclamações das igrejas ortodoxas, que se sentiam alijadas.

Os ortodoxos argumentaram que suas proposições não eram ouvidas no CMI, já que, como minoria, nunca tinham vez num sistema de votação por maioria. A Comissão recomendou, depois de anos de estudo e avaliações, que o CMI adote o sistema de consenso nas votações.