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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Jonathán Pimentel, professor do Seminário Teológico Batista de Costa Rica.
Jonathán Pimentel, professor do Seminário Teológico Batista de Costa Rica.

As eleições na Costa Rica

Jonathán Pimentel, SAN JOSÉ, , Março 21, 2006

As eleições passadas na Costa Rica nos ofereceram a possibilidade
(expressada, em sua versão mais Taxi Heathrow Airport conhecida, pelo Partido Ação Cidadã, PAC) de viver o político a partir da participação organizada e decisiva da cidadania na construção da vida nacional e, outra, expressada pelo presidente eleito Oscar Arias Sánchez, que liga a política com a atividade de cúpula que pensa pelos habitantes da Costa Rica.

Também possibilitaram a participação desregulada de meios de comunicação de massa e órgãos de pesquisa, doações multimilionárias, que, entre outras coisas, tornam evidente a neo-oligarquização da "política nacional".

E algo mais: a continuidade de um partido que reclama provir de raízes e, em específico, de igrejas evangélicas. Essa expressão política, o Partido Restauração Nacional (PRN), tem dois núcleos discursivos básicos. O primeiro está vinculado à defesa do "povo evangélico".

Seu programa pretende impedir o fechamento de templos, vigiar a legislação nacional para que não impossibilite essas igrejas de realizarem suas atividades e, por último, ainda que muito ambiguamente, defender e desenvolver a liberdade de culto, sempre que os cultos praticados não lesem a moral de cristandade!

O discurso interno, dirigido aos "evangélicos", contém esses e outros alcances. Um fato importante é o que associa o bem-estar nacional à presença de "homens de Deus" no governo nacional. Isso significa que, neste imaginário, a direção política nacional deve recair sobre líderes evangélicos de renome na terra e no céu.

Além disso, devem agregar sensibilidades que desejam limitar os direitos reprodutivos das pessoas e homofóbicas, no sentido de não permitir seus matrimônios, adoção de crianças e ordenações ministeriais.

O deputado do PRN para o período legislativo 2006-2010, Guyón Massey, anifestou duas posições concretas do seu partido: apoio ao Tratado de Livre Comércio (TLC), porque pior é nada, e o desejo de guiar-se pelos princípios da palavra de Deus em toda a sua gestão (Semanário Universidad 1654 -1655).

O apoio ao TLC e sua proximidade com a empresa Enlace Canal 23 permitem estabelecer com precisão o tipo ou o modo de viver o evangélico desse grupo, em especial o seu deputado eleito.

Na Costa Rica, igrejas evangélicas de várias confissões expressaram oposição ao TLC entre Estados Unidos, América Central e República Dominicana. Embora essas igrejas sejam diferentes entre si, ao menos na importante discussão sobre o TLC não deveriam se sentir representadas por Massey.

A tarefa do pastor Massey de conciliar seu apoio ao tratado com "os ensinamentos bíblicos" poderia problematizar a existência dos evangélicos do país. Por outro lado, além de deputado eleito, Massey atuou como coordenador nacional do "Festival de Luis Palau", pregador que manifestou complacência com a invasão dos Estados Unidos no Iraque. Invasão que teve a oposição de muitos setores evangélicos costarriquenhos.

Esses dois aspectos permitem inferir que Massey não é um tipo particular e diferente de evangélico: um tipo muito próximo (não igual, nem utilizado, nem treinado) ao neoconservadorismo norte-americano.

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Jonathán Pimentel, reitor do Seminário Teológico Batista da Costa Rica.