![Jornalista Carlos Martínez, questiona ao governo mexicano. [Foto: ALC]](/picture/Martinez_Carlos_23c26d.jpg)
Ministério do Interior diferencia católicos e protestantes
CIDADE DO MÉXICO, México, Março 2, 2006
O Ministério do Interior, dirigido pelo ministro Carlos Abascal, não mede com a mesma régua Taxi Heathrow Airport católicos e protestantes, adverte o jornalista especializado em temas religiosos Carlos Martinez, em artigo publicado na quarta-feira pelo diário "La Jornada".
Essa diferenciação ficou perceptível com a admoestação dirigida a quatro líderes protestantes de não fazer proselitismo em favor do Partido Unidos pelo México (Pum), em contraste à simples exortação feita a ministros católicos que, segundo o autor, persistem em orientar o voto da membresia.
A falta cometida pelos protestantes, entre eles Abner López Pérez, diretor da Sociedade Bíblica do México e ex-moderador da Assembléia Geral da Igreja Nacional Presbiteriana, ocorreu durante participação em cerimônia a portas fechadas, onde teriam feito proselitismo político.
A denúncia foi apresentada por José Núñez Castañeda, conselheiro presidente do Instituto Eleitoral do Estado do México, acompanhada de um vídeo onde López Pérez aparece pronunciando palavras de ânimo aos dirigentes do Pum, de confissão evangélica, para que se conduzam com integridade.
"Mas se com a mesma lógica jurídica seguida neste caso se medissem as constantes declarações de ministros católicos, deveríamos esperar sanções bem mais fortes do que as aplicadas aos quatro protestantes", compara Martínez, leigo da Igreja Menonita.
Ele frisa que os protestantes se pronunciaram em âmbito privado, já integrantes da cúpula católica o "fazem abertamente e em público".
O bispo de Ecatepec, Onésimo Cepeda, e os ministros católicos Norberto Rivera e Juan Sandoval Iñíguez continuam "orientando pastoralmente" os seus fiéis em questões político partidárias, assinala o autor. Ele refere-se a Cepeda como um "bispo e empresário taurino que deixou claro que vai continuar expressando seus pareceres políticos".
"Pela desqualificação que fez de Andrés Manuel López Obrador, documentada pela imprensa escrita e meios eletrônicos, Cepeda foi aconselhado, timidamente, pelo Ministério para que não voltasse a fazê-lo", anotou o jornalista.
Martínez conclui que para o Ministério do Interior a igualdade dos cidadãos tem limites. "Há alguns mais iguais do que outros, e aplica as leis de maneira discricionária e segundo a relevância pública dos personagens",assegurou.

Portada
Início
Comenta este artigo