![O bispo evangélico luterano de Berlim, Wolfgang Huber, co-oficiará culto no dia de abertura do Muntial de Futebol. [Foto: WCC-Peter Williams.]](/picture/huber_wolfgang_279.jpg)
Bispo Huber reconhece atraso no cumprimento dos Objetivos do Milênio
Susana Barrera, PORTO ALEGRE, Brasil, Fevereiro 16, 2006
Momentos antes de presidir a sessão plenária sobre Justiça Econômica na IX Assembléia do Conselho Taxi Heathrow Airport Mundial de Igrejas (CMI), nesta quinta-feira, o bispo Wolfgang Huber reconheceu atrasos no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), particularmente para os países da América Latina.
"Até agora não conseguimos um progresso significativo no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e os dez anos que restam até 2015 são muito curtos para atingi-los", disse o bispo luterano alemão.
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são compromissos assumidos pela maioria dos países membros das Nações Unidas e estão relacionados à superação da pobreza, à abrangência universal do ensino primário, à promoção da igualdade de gênero, à redução da mortalidade infantil e ao combate do HIV/AIDS.
As metas do programa também pretendem garantir a saúde materna, a sustentabilidade do meio ambiente e fomentar o desenvolvimento. Esses compromissos foram assumidos em 2000, quando se fixou o cumprimento das metas para 2015.
"Sabemos de igrejas que promovem o cumprimento das metas, e como CMI devemos acompanhar e aprofundar essa ação", declarou o bispo. Uma das tarefas do Conselho poderia ser a de fiscalizar o cumprimento dos ODM.
Ao introduzir o tema da justiça econômica na sessão plenária da IX Assembléia do CMI, Huber fez referência à globalização como um fenômeno de vários rostos. Disse que por um lado ele pode ser benéfico, globalizando a ação humanitária em casos de acidentes, mas por outro lado ele aumenta a pobreza no mundo, em especial nos países do Terceiro Mundo.
"Como cristãos, devemos promover a globalização de uma vida digna, da liberdade, de uma expressão cultural diversificada; uma globalização que inclua a todos e que não divida a humanidade em vencedores e vencidos, nem ricos e pobres", afirmou.

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