
Presidente do CLAI lamenta que Assembléia do CMI não vai celebrar a comunhão
Susana Barrera, PORTO ALEGRE, Brasil, Fevereiro 14, 2006
O presidente do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), bispo Julio César Holguín, lamentou que durante Taxi Heathrow Airport a IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, que teve início nesta terça-feira em Porto Alegre, não será celebrada a comunhão, como tradicionalmente acontece em eventos ecumênicos internacionais.
"Nosso único pesar é que nesta Assembléia, em nosso continente, não podemos sentar ao redor da mesa do Senhor", disse, consternado, o bispo anglicano da República Dominicana no ato de inauguração da IX Assembléia, que reúne 4 mil pessoas de 347 igrejas, representando 560 milhões de cristãos protestantes, ortodoxos e anglicanos de 110 países.
O programa do evento prevê jornadas diárias de oração matutina e vespertina, mas não serão celebradas liturgias especiais, o que evidencia as divisões existentes, especialmente entre igrejas ortodoxas e protestantes.
"Cremos que o movimento ecumênico deveria celebrar e adorar sob a liberdade do Espírito e compartilhar o dom da graça da eucaristia", reiterou o religioso.
A cerimônia de abertura da Assembléia foi presidida por Aram I, moderador do Comitê Central do CMI e líder espiritual da Igreja Apostólica Armênia, do Líbano. Na cerimônia falaram o secretário geral do CMI, Samuel Kobia, o bispo metodista e presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Adriel de Souza Maia, e o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto.
O bispo Adriel de Souza destacou a história do CONIC, seu afã no fortalecimento do ecumenismo, a defesa da integridade da criação, a promoção da justiça e da paz.
Também destacou que o CONIC amplia suas relações com outras igrejas cristãs e precisa expandir suas áreas de diálogo e ação. Tanto Holguín como Souza Maia deixaram claro a urgente necessidade de renovar o movimento ecumênico na América Latina.

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