Voltar ao início

Domingo, 11 de Novembro de 2007

Bispo Julio César Holguín, presidente do CLAI
Bispo Julio César Holguín, presidente do CLAI

Presidente do CLAI lamenta que Assembléia do CMI não vai celebrar a comunhão

Susana Barrera, PORTO ALEGRE, Brasil, Fevereiro 14, 2006

O presidente do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), bispo Julio César Holguín, lamentou que durante Taxi Heathrow Airport a IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas, que teve início nesta terça-feira em Porto Alegre, não será celebrada a comunhão, como tradicionalmente acontece em eventos ecumênicos internacionais.

"Nosso único pesar é que nesta Assembléia, em nosso continente, não podemos sentar ao redor da mesa do Senhor", disse, consternado, o bispo anglicano da República Dominicana no ato de inauguração da IX Assembléia, que reúne 4 mil pessoas de 347 igrejas, representando 560 milhões de cristãos protestantes, ortodoxos e anglicanos de 110 países.

O programa do evento prevê jornadas diárias de oração matutina e vespertina, mas não serão celebradas liturgias especiais, o que evidencia as divisões existentes, especialmente entre igrejas ortodoxas e protestantes.

"Cremos que o movimento ecumênico deveria celebrar e adorar sob a liberdade do Espírito e compartilhar o dom da graça da eucaristia", reiterou o religioso.

A cerimônia de abertura da Assembléia foi presidida por Aram I, moderador do Comitê Central do CMI e líder espiritual da Igreja Apostólica Armênia, do Líbano. Na cerimônia falaram o secretário geral do CMI, Samuel Kobia, o bispo metodista e presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), Adriel de Souza Maia, e o governador do Estado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto.

O bispo Adriel de Souza destacou a história do CONIC, seu afã no fortalecimento do ecumenismo, a defesa da integridade da criação, a promoção da justiça e da paz.

Também destacou que o CONIC amplia suas relações com outras igrejas cristãs e precisa expandir suas áreas de diálogo e ação. Tanto Holguín como Souza Maia deixaram claro a urgente necessidade de renovar o movimento ecumênico na América Latina.