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Sábado, 11 de Fevereiro de 2006

Michelle Bachelet, presidenta eleita, tera número significativo de mulheres na equipe ministerial.
Michelle Bachelet, presidenta eleita, tera número significativo de mulheres na equipe ministerial.

Governo chileno terá mesmo número de ministros e ministras

SANTIAGO, Chile, Fevereiro 2, 2006

Em toda a história do Chile, nunca houve tantas mulheres no governo, destacou a jornalista Taxi Heathrow Airport Maria Elena Hermosilla, ex-presidente da Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC-América Latina), depois que a presidente eleita, Michelle Bachelet, constituiu um ministério com igual número de homens ao de mulheres.

Bachelet cumpre o que promete, disse Hermosilla. Ela afirmou que a presidente eleita tem buscado, deliberadamente, o equilíbrio como demonstração de uma política pública de eqüidade entre os gêneros.

“Ao nomear mulheres em ministérios tão técnicos como Mineração, Economia ou Planejamento, e em outros tão políticos como Defesa ou Secretaria Geral da Presidência, Bachelet demonstra que as mulheres têm capacidade para executar as mais altas funções do governo”, assinalou a jornalista.

Na segunda-feira, a presidente chilena nomeou um gabinete ministerial constituído por dez homens e dez mulheres. “Com isso, deixa uma marca indelével na história do Chile, pois nunca houve tantas mulheres na equipe direta de colaboradores de um presidente da República”, apontou Hermosilla.

A jornalista lembrou que mulheres capazes de desenvolver as mais altas responsabilidades sempre existiram, sobretudo nas últimas décadas, mas admitiu que elas “estiveram ausentes por causa das barreiras machistas que a própria dinâmica do poder estabelecia”.

“Creio que a eleição de Michelle Bachelet e a resposta cidadã ao seu discurso explícito de candidata mulher indica um importante câmbio cultural em marcha”, acrescentou.

Hermosilla disse que de agora em diante nenhum posto de decisão será tabu para ninguém. “A partir de agora, embora seja em teoria, as mulheres terão um limite que só nós mesmos nos imporemos”, indicou.

Esse gesto de Bachelet augura ao país que ela contribuirá para erradicar profundos enclaves de machismo, como a violência intrafamiliar, exercida por alguns e aceita por outras, o assédio sexual, a discriminação pela presença física ou por idade, a falta de oportunidades de trabalho, a feminização da pobreza e a baixa participação em cargos públicos, segundo a jornalista.

Michelle Bachelet assumirá a presidência do Chile no dia 11 de março. Ela deixou evidente em sua campanha uma mudança em favor das mulheres. Seu caso é emblemático: médica de profissão, divorciada, com anos de exílio durante a ditadura do general Pinochet, soube construir uma inegável liderança.