Pastor destaca participação evangélica na sociedade
Margarita Andrade R., QUITO, Ecuador, Janeiro 30, 2006
Depois de resistirem muitos anos a se ingerirem na política, líderes cristãos equatorianos ingressam nesse Taxi Heathrow Airport cenário, porque “a política pode ser teórica, mas a ética protestante tem que estar ali, na prática”, disse o presidente da Confraternidade Evangélica Equatoriana (CEE), Nelson Castro.
“Nossa recomendação básica a todo evangélico é a participação política dele em sua comunidade”, declarou. “Caso se sentirem motivados para que aceitem vereanças, que trabalhem no comitê de pais de família, comitê de melhorias de um bairro, de uma população ou de uma comunidade”, explicou.
Disse que os cristãos devem expressar seus critérios políticos e tratar de colocar o melhor nisso. E se dentre evangélicos houver prefeitos, conselheiros, deputados, deles poderão aprender como atuar politicamente.
O aparecimento do movimento indígena no cenário político equatoriano, apontou, foi impulsionado em boa medida por indígenas evangélicos, que contribuíram com sua organização, como foi o caso em Chimborazo e Imbabura.
O movimento indígena começou a ocupar espaços na sociedade graças à educação bilíngüe, manifestando-se, entre os evangélicos, a aspiração de que fossem considerados, que seus líderes participassem do poder, mas “o que aconteceu é que fizeram pouco caso deles”, disse Castro.
Em conseqüência, muitos desses líderes concluíram que foram usados. Dessa forma, surge a Federação Equatoriana de Indígenas Evangélicos (FEINE). Os indígenas separaram-se da ECUARUNARI, uma organização indígena com apoio da Igreja Católica, e decidiram continuar com seus próprios meios.
Nos anos 80 do século passado, os evangélicos passaram a viver uma situação de diversidade política, marcada por diferentes afinidades, “pois há evangélicos que tendem ao Partido Social Cristão (SC), outros à Esquerda Democrática (ED), outros ao socialismo e ao populismo”, arrolou o líder da CEE.
Como resposta a essa situação, a CEE fomentou reflexão entre os evangélicos, para que “não sejam presos do populismo, que tenham idéias bem claras do que significa ser protestante, de que ser protestante significa ser progressista, que se pode analisar as vantagens e desvantagens de qualquer candidato, e que participe, se não do poder, da educação e do trabalho em suas comunidades”, recomendou.
A unidade do povo evangélico, a partir de um ponto de vista ético, é outro de seus objetivos, mas não a partir de uma visão partidária. “Os evangélicos não devem abstrair-se da realidade social e política do nosso país, pois todo evangélico é responsável do que acontece no país. O cristão evangélico tem que ser responsável e participativo”, argumentou.

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